Dj Raul Aguilera

techno

Tag: techno

15.07.2010

Robotika, a festa

E é com muito prazer que nesta sexta (16/07) voltamos com a festa Robotika no reinaugurado espaço luxuoso do Club Vibe. Essa festa vem acontecendo desde 2005 é a minha residência mensal num dos melhores espaços que a cidade já teve e continua tendo. Aguardamos quase dois anos para voltarmos animados no mesmo lugar que nos consagrou e  valeu a pena, a Vibe está maior, mais confortável e com uma iluminação surreal.

Ali, eu e DJ Aninha temos total liberdade para tocarmos o que nos vem à imaginação, então já imaginou a mistura de house, techno e disco desde seus climais mais fortes a climas minimalista, com ou sem vocal, com ou sem melodia, mas nunca entediante.

Para esta primeira edição entramos em conexão com o after-hours Paradise do conceituadíssimo Clube D-Edge de São Paulo: os DJs convidados são Mauro Farina e Rafael Rosa, residentes das madrugadas e manhãs de domingo do clube paulistano. Como podem ver, DJs e música boa não vai faltar.

Mais infos:

Blog Robotika

Site DJ Aninha

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09.07.2010

Made in Holand: Orlando Voorn

Esse produtor e DJ foi o responsável pelo primeiro contato entre as cenas de Amsterdã e Detroit (via Kevin Saunderson). E não era à toa: seu techno de poucos elementos e sofisticação melódica tinha tudo a ver com a capital do techno no comeco dos anos 1990. Uma das músicas que bem exemplifica essa consistência é “Play It Loud” do projeto Baruka de 1994, um dos inúmeros aliases que Voorn assumiu na sua longa discografia.

Fiz um apanhado geral dos melhores singles dele no blog da AIMEC.

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07.07.2010

Made In Holand: Ignacio “Organa”/”Organon” (1997)

Como no post anterior, continuo com o assunto Holanda, e ainda sobre o DJ e produtor Steve Rachmad, um dos meus preferidos de Amsterdã.

Ignacio é outra persona de Rachmad e o single que representou bem seu som é justamente este primeiro que lançou o projeto. Com bpms lá em cima é a cara do techno da época: minimal e acelerado. Ao mesmo tempo com um senso melódico que quebra um pouco o fato da música ter poucos elementos e ser tão repetitiva. Coisa de mestre.

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05.07.2010

Clássico holandês: Sterac “Asphix” (1995)

E a Copa, hem… Se você, como eu, não leva isso muito a sério, vai entender porque estou citando a Holanda nesta espécie de homenagem à música de maior qualidade que ela tem nos brindado nas últimas décadas.

Um dos meus produtores prediletos é o DJ Steve Rachmad, tido como o mais detroitiano dos produtores de Amsterdan, sobretudo sob a alcunha de Sterac, que nos anos 90 nos brindou com esta obra-prima.

Trilha sonora de muitos fins de noite e provavelmente ponto alto dos primeiros after hours no Brasil, esta música é a prova que o techno também pode ser melódico, poético e, sobretudo, sofisticado.

Depois dos anos 2000 Rachmad transformou o projeto em Sterac Eletronics. Mas além desse alias, também ficou conhecido como Ignacio, Dreg, Continous Cool e, claro, Rachmad Project, dos quais vou voltar a falar mais pra frente.

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09.06.2010

Sweet 90s: Opus III “It’s A Fine Day”

Semana dedicada a uma parte dos anos 1990 que tocaram a todos que lá estiveram, como eu e vários amigos espalhados pelo mapa do Brasil. Como bem lembrou o Xisto, que agora mora em BH, foi uma época em que eu morava em Maringá (região do Norte paranaense) e tínha uma turma de amigos e agregados obcecados pelas novidades que vinham da Europa. Até uma mini-rave (se é que podemos chamar assim) a gente tentou fazer na época!

Entre muitos que faziam parte dessa turma dos loucos por música e noite, começo mencionando Josley B, Fabricio (D.Vyzor), Adriano (Haveck) e Docão que se tornaram todos excelentes DJs, além de Batata & Carlão (dupla  engraçada que se agregou a nós), o promoter Waltão Garcia e os irmãos Ricardo e Marcelo. E mais tarde o próprio Xisto iria se juntar a nós. A maior parte dessa turma animada acabou se juntando até pela frequência da danceteria que foi fundamental para a noite de Maringá nessa década, a Yellow. E foi nesse lugar que assistíamos muitos vídeos recém-lançados pela Telegenics, distribuidora poderosa da época e que nunca tínhamos ouvido falar, mas que foi fundamental na divulgação dos novos artistas que bombavam na novíssima cena da house e techno da época. Internet? Mp3? Nem sonhávamos, definitivamente eram outros tempos.

E como trilha desse momento, lembro muito bem dessas músicas mais doces embaladas com uma voz suave de alguma cantora obscura que tinham apenas um hit e depois sumiam, para dar a vez à próxima novidade. Uma delas foi Kirsty Hawkshaw do Opus III, nessa enigmática “It’s a Fine Day”, que até hoje não entendo como fez tanto sucesso: pode-se dizer que era o vocal, os arranjos de bom gosto (o que não quer dizer que seja popular), a melodia grudenta, o fato da música ter um formato pop, sei lá. Pense comigo: quantas músicas nesse formato foram lançadas ne época? Aqui no Brasil chegaram poucas, mas sei que no Reino Unido tinham vários singles com essa proposta.

E só pra constar, a versão original dessa bela música é da dupla Jane & Barton em 1983.

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08.06.2010

Música do dia: Sunscreem “Love U More” (1991)

Depois de uns dias ausente, de volta.

Uma das músicas que queria postar há tempos é este clássico do grupo inglês Sunscreem, que só traz boas recordações a todos da minha geração que viram a chegada da house e da cultura rave no Brasil no começo dos anos 1990. O mais bacana dessa música é que ao mesmo tempo em que ela é dançante é quase uma balada de tão doce que são melodia e os arranjos e voz da cantora do grupo Lucia Holm. O caráter futurista desta “enchedora de pistas” vem dos timbres muito bem arranjados, além terem sido muito felizes na cadência dos acordes (total papo de músico).

Depois deste smash hit o Sunscreem, cujo nome descobri veio de um sintetizador da Yamaha, praticamente se tornou o famoso one hit wonder pois os singles “Perfect Motion” e “Pressure” não empolgaram tanto os fãs de música eletrônica na época. Mesmo assim com “Love U More” garantiram seu lugar como um dos grandes singles da década de 90.

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02.05.2010

Banda clássica dos 90: Bizarre Inc .

O grupo inglês Bizarre Inc. teve uma ascenção rápida no começo dos anos 90 e tinha na sua formação inicial Dean Meredith e Mark Archer, este último saindo após o primeiro álbum (Technological) pra formar o Xen Mantra e depois o Nexus 21/Altern 8. Com a debandada de Archer entraram Andrew Meecham and Carl Turner que iam formar o trio que iria marcar as paradas dance da Europa e EUA entre 91 e 93.

O primeiro single que os colocou em alta rotação nas pick-ups dos DJs foi a proto-hardcore Playing With Knives” com a clássica fórmula em que o peso no corpo principal da música é alternado com um refrão melódico/extasiado.

O próximo  singleSuch A Feeling” trazia samples que lembravam as multidões das raves que estavam em seu auge no Reino Unido e na Europa, consagrando o Bizarre Inc. como um dos maiores live acts daquele momento.

Era hora de lançar o segundo álbum que veio com o nome “Energique“. Vale lembrar que nesta época os novos projetos/bandas de house e techno raramente lançavam neste formato, sendo o single 12″ em vinil o meio predileto de divulgação.

Desse mesmo álbum saiu o maior hit do projeto, a crossover de dance e pop “I’m Gonna Get You”, uma house com vocais dignos das melhores produções norte-americanas (cortesia de Angie Brown), e talvez por isso mesmo tenha sido a música que melhor colocação obteve nos charts dos Estados Unidos, chegando ao posto #1 da parada hot dance club e #47 na parada geral da Billboard.

Na sequência ainda obtiveram ótimas colocações com os singles “Took My Love” e “Love In Motion”. Depois gravaram um terceiro álbum e o projeto se desfez, sendo que a dupla Meecham and Meredith formariam mais tarde o projeto Chicken Lips, aquele do hit pioneiro de electro house “He Not Inn”.

E pra terminar deixo uma apresentação deles num programa de TV inglês na época do seu auge, com direito a  um bom playback. De qualquer forma, vale pelas roupas, acessórios e cortes de cabelo pré-clubber e pelos passinhos de dança ainda remanescentes da acid house.

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23.04.2010

Semana Moby pt.02 – O show

Passado um dia após o show, ainda tento digerir tudo o que ví. Uma certeza fica: queria assistir de novo só pra prestar atenção em mais detalhes de tanta música boa a que fui exposto nas 1h40 ao vivo com Mr. Little Idiot.

Fica um vídeo de um dos meus hits prediletos, Go, ao vivo em Curitiba. Quer saber o que foi esse show? Leia o review do show no RraurlMusicness.

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19.04.2010

Semana Moby pt 01 – primeiros hits

Aproveitando a vinda no Brasil do produtor e DJ Moby vou fazer uns posts com minhas dicas, já esquentando pro show da quarta-feira (21/04) em Curitiba, onde moro atualmente.

Lembro que em 1993 começamos a ouvir falar nesse produtor de Nova York que tinha um certo hit nas raves da Europa e EUA. Eu e meus amigos em Maringá (onde morava na época) éramos um pequeno grupo que trocava informações musicais e, lembro como nos identificamos com o som atmosférico de Moby. Nessa época reinava no meio eletrônico underground os sons agressivos do hardcore techno (Altern 8, Prodigy em começo de carreira, T99, Praga Khan e toda sua trupe belga) e a gente acabou colocando o Moby nesse mesmo saco de gatos. Detalhe que o termo e o som do trance estava nascendo e não podíamos imaginar que o hit “Go” de Moby era a antesala pra grande arena da trance music que ia se formar nesse ano.

Nosso coração dividia-se entre a pastilhada “Next is the E (I Feel It)” e “Go”. Fora a anomalia que era a track “Thousand” (lado B do single “Next Is The E”) que chegava 1000 bpms (daí o nome da música), o que nos impressionou na época. Ela era uma boa peça de marketing na verdade, pois daí surgiu a conversa que era a música mais rápida já feita na história…E então ele lançou o EP “Move” mostrando um caminho com bpms mais baixas e refrões com vozes negras já dando a dica da influência soul que ia aparecer nas suas produções mais pra frente. Ah claro, muito pianos melódicos.

Go (1991) -- com melodia da trilha da série americana campeã de audiência Twin Peaks e sample de “Go” do Tones On Tail.

Go (Trentemoller Remix) (2008) - um dos poucos remixes recentes dignos de nota, na minha humilde opinião.

Next Is The E (1992) - pianos melódicos em profusão, altas bpms, gritos e samples em homenagem ao Ecstasy que tomou conta da cena das raves européias e norte-americanas.

Thousand (1992) - tente dançar isso e ganhe um ataque cardíaco de brinde…

Move (You Make Me Feel) (1993) -- mais uma alusão clara ao deslumbre com o ecstasy na única frase da música.

Mais Moby:

Site -- http://www.moby.com/

Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Moby

Discografia -- http://www.discogs.com/artist/Moby

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