Antecipando o lançamento de seu primeiro álbum Pure Gold, o primeiro video do projeto pop/eletrônico do paranaense Péricles Martins brilha muito: lembra uma mistura sonora de Miami Horror com pitadas de Michael Jackson. O visual glam-rock fecha o pacote.
O álbum deve sair em outubro pelo selo Vigilante (Deck). Estamos de olho…
Neste sábado (13/08) o bar/restaurante Botequim faz a primeira edição de sua festa voltada às novas sonoridades da disco music, funk, house e afins.
Toco após o Cupcake Project do DJ Rafael Araújo, que por sinal está coordenando a direção artística do evento e, aliás, já estou preparando a case com as novas músicas pra fazer todos sairem do chão. Esse set deve ter uma boa mistura de nu disco, synth/electropop e rock eletrônico, tudo devidamente gravado e postado no Soundcloud na sequência, aguardem.
Às vezes caminha-se para frente olhando para trás. Essa nova música do Ladytron tem puro sabor de vocais de uns 30, 40 anos atrás. Lembrei daquelas músicas melódicas e adocicadas (no melhor sentido) dos The Mamas & The Papas, The Carpenters ou o Abba como bem lembrou Camilo Rocha no Bate-Estaca.
Fora a direção artística do vídeo na melhor linha “mistério, riqueza e sedução”.
Refrescando a memória, o Ladytron fez Destroy Everything You Touch em 2005:
E Playgirl em 2001, uma das músicas que trouxeram o synthpop de volta na década passada, reverberando até agora. Ok, no começo eles eram uma das melhores bandas da onda do novo electro, mas se distanciaram bem rápido do rótulo…
Vou dormir esta semana lembrando desses arranjos e vocais.
Uma das minhas bandas de synthpop predileta faz show amanhã em São Paulo. Após anos sem notícias da banda, ouvi falar dessa volta deles aos palcos ano passado quando começou o comentário de quem seriam as bandas do festival Sónar em Barcelona em 2011. Acho surprendente eles se apresentarem aqui antes do próprio festival, que tem fama de ser o melhor e mais vanguardista de música (principalmente eletrônica) no mundo.
O The Human League nos deixou grandes músicas na década de 80, além do fundamental disco Dare (81) que se tornou uma grande influência pra muita gente até hoje dada a contemporaneidade das produções que estão alí contidas. A banda hoje se reduziu a um trio do que era originalmente.
Abaixo deixo algumas dicas que julgo fundamentais na discografia deles.
Being Boiled
(Keep Feeling) Fascination
Don’t You Want Me
O show é no Via Funchal e você pode comprar ingressos aqui.
Aproveitando o feriadão de Carnaval que se aproxima, recomendo este documentário a todos os que, assim como eu, adoram o som dos anos 80.
Trata-se de um programa rodado na BBC que rastreia as origens do synthpop, desde as influências dos primeiros sons sintetizados feitos por Walter/Wendy Carlos pra trilha sonora de Laranja Mecânica (no final dos anos 60), passa pela revelação do primeiro show do Kraftwerk em Liverpool nos anos 70 a até as grandes bandas do gênero em meados dos anos 80, gente do calibre de Human League, Depeche Mode, OMD, Visage, Yazoo, Ultravox e Pet Shop Boys.
Também acabam citando os pioneiros dos synths como o seminal The Normal/Daniel Miller (fundador do selo Mute), os malucos do Fad Gadget e Throbbing Gristle (tente pronunciar isto…), e é claro o pioneiro Gary Numan.
Praticamente tida como a era de ouro dos sintetizadores, o synthpop dos 80 foi essencial na formação da música pop que está aí hoje. Uma pena eles não citarem os desdobramentos nas novas bandas de agora que tão bem misturam o som do rock com os synths, caso de Hot Chip, The Golden Filter, Cut Copy, Miami Horror e a pouco conhecida Sally Shapiro.
São aproximandamente 1h30m de muita informação com uma legenda amiga em espanhol (ah vai, não é tão difícil de entender…). E corre pra assistir (ou baixe pra ver depois) pois o Vimeo já apagou noutra ocasião esse mesmo programa legendado.
No sábado de 16/10 toquei na festa semanal Posh na Rua Augusta em São Paulo. A pistinha do lugar é muito fervida e o público é extremamente aberto quanto ao tipo de música, o que sempre me deixa à vontade para tocar o que quiser.
Era a comemoração do aniversário do promoter da festa Tiago Santos e como sempre a noite teve a dancefloor lotada a noite inteira. Se você passar por SP, vá por mim: a Posh! no Bar do Netão no baixo Augusta é um dos lugares mais legais pra se estar no sábado à noite.
E o resultado da noite está aí, espero que gostem.
UPDATE: sairam as fotos da noite no perfil da Posh! no Facebook.
Alguns artistas têm um momento de total iluminação quando fazem determinadas tracks e nem eles mesmo imaginam a atemporalidade de suas obras. Este é o caso da pérola “Sphinx”, uma space disco embalada deliciosamente com um vocoder do além, escondida no álbum “Andromeda” do produtor alemão Harry Thumann, totalmente desconhecido pra mim. Pelo que pude entender numa rápida pesquisa, ele era considerado uma espécie de guru eletrônico da disco music germânica, tendo produzido álbuns de outros artistas do gênero.
Descobri esse clássico tempos atrás numa coletânea da série “Back To Mine” organizada pelo Royksopp, onde fazem um apanhado de suas faixas prediletas em momentos caseiros evidenciando suas ótimas e exóticas influências musicais. Ouvindo “Sphinx” dá pra entender de onde os escandinavos tiram sua inspiração…
A gente vê que um grupo tem futuro quando eles lançam uma série de singles bons e na sequência vem com vídeos melhores ainda. Um dos meus projetos prediletos do novo synthpop são esses australianos, que despontaram ano passado com o single “Sometimes”. O primeiro lançamento é de 2008, o Bravado EP.
Agora eles vem com “Echoplex” que tem um imagens caprichadas, enriquecendo mais a videografia da banda. Pra quem gosta de Monarchy, Empire Of The Sun e Hurts.
Lançaram agora em agosto o primeiro álbum Illumination, ao qual quero voltar a falar em breve. Altamente recomendável a ouvidos abertos ao novo.
Escreví um artigo pra House Mag dando uma mapeada no renascimento do synthpop de uns anos pra cá, tipo um guia (bem) básico pra quem não se deu conta ainda…
Uma das novas e melhores bandas são os ingleses do Delphic que surgiram ano passado e agora estão aí com o seu primeiro álbum Acolyte como um dos melhores do ano desde já. Taí uma das melhores músicas que o New Order (fase Get Ready) nunca fez.