Alguns artistas têm um momento de total iluminação quando fazem determinadas tracks e nem eles mesmo imaginam a atemporalidade de suas obras. Este é o caso da pérola “Sphinx”, uma space disco embalada deliciosamente com um vocoder do além, escondida no álbum “Andromeda” do produtor alemão Harry Thumann, totalmente desconhecido pra mim. Pelo que pude entender numa rápida pesquisa, ele era considerado uma espécie de guru eletrônico da disco music germânica, tendo produzido álbuns de outros artistas do gênero.
Descobri esse clássico tempos atrás numa coletânea da série “Back To Mine” organizada pelo Royksopp, onde fazem um apanhado de suas faixas prediletas em momentos caseiros evidenciando suas ótimas e exóticas influências musicais. Ouvindo “Sphinx” dá pra entender de onde os escandinavos tiram sua inspiração…
Essa faixa do estranho grupo alemão Methusalem já vem circulando há um tempo pelos blogs e até em alguns sets. Sei muito pouco sobre a banda: que lançaram um só álbum (“Journey into The Unknown”), que eram alemães lançados pela Ariola, alguns os encaixavam sob o rótulo de krautrock, outros dizem que era disco music.
Seu único álbum saiu no Brasil via BMG Ariola (alguém já viu em algum sebo? Me avisem, por favor). E na Alemanha o mesmo tracklist do disco foi lançado como sendo do grupo Empire sob o nome de “First Album”. Vai entender…
Essa faixa também teve boa aceitação na cena da ítalo disco nos 80. Com uma letra bizarra e ininteligível a gente se pergunta: em que língua afinal estavam cantando? Em tempos de YouTube, colocou-se uma “legenda” na música. Claro que o resultado ficou sem pé nem cabeça. E divertido.
Um clássico da space disco essa música do The Droids que descobrí há poucos anos também nessa jornada de arqueologia musical forte que tem rolado nesta década.
Esse projeto foi ideia do francês Fabrice Cuitade que em 1977, após assistir Star Wars, compôs esse clássico obscuro de sabor ítalo-disco. O video da música é uma atração à parte uma vez que (aparentemente) foi gravado num programa de auditório de tv. Dá pra ver a limitação dos recursos da época, com quase nenhum corte de câmeras ou com o efeito de saturação que deixa a imagem prateada.
E esta é a versão re-editada por Serge Santiago em 2008 que foi relançada pelo selo Arcoboleno Records.
Você sabe que uma tendência está ficando grande quando DJs e produtores de um estilo começam a compor músicas nessa tendência. Venho observando isso com a nu disco há alguns anos que até 2007 se resumia a um punhado de produtores da Noruega (Lindstrom, Prins Thomas & cia) e uns gatos pingados pelos EUA (Daniel Wang e In Fragranti) e Reino Unido (Faze Action).
Comendo pelas beiradas o estilo foi cativando mais e mais gente (eu inclusive) e já podem se ver casos como este do tech-prog houser Danny Howells, antenado que é, que fez uma ótima faixa com total sabor disco. E pra fechar o pacote chamou os ótimos produtores do Faze Action pra remixar o que já estava bom. As tracks não são exatamente lançamento mas garanto que passou batido pelo ouvido de muita gente. Então destaco aqui as duas versões uma vez que ambas ficaram ótimas.