2012 definitivamente é um ano em que o synthpop está trazendo as vibes shoegaze de volta. O álbum Hurry Up, We Are Dreaming do M83 confirma esse direcionamento que parte do indie rock tem tomado nos últimos anos.
Banda/projeto do francês Anthony Gonzalez, o M83 me chamou atenção há uns 3 anos com o álbum Saturdays = Youth que eu tinha achado particularmente bom.
Essa volta da banda, com os mesmos ares melódicos dos álbuns anteriores, um quê de viajandão à la Simple Minds, harmonias vocais que certas horas lembram o Tears For Fears, mais o feeling largadão/melancólico do shoegaze do rock inglês do começo dos anos 90 mostra um caminho renovado onde o eletrônico cada vez mais se confunde com o rock. Uma curiosidade que descobrí via o blog Popload é que como o álbum é duplo, as músicas de cada disco fazem pares umas com as outras, ou seja, a música 1 do disco 1 tem a ver com a música 1 do disco 2, entende?
Recomendo pra começo de audição Ok Pal e o belo vídeo de Midnight City.
E é real mesmo a volta de uma das minhas bandas prediletas: os The Stone Roses fazem dois shows em junho do ano que vem na sua cidade natal Manchester. Taí uma volta interessante de uma banda de 20 anos atrás que praticamente deu o pontapé inicial no tal Britpop que tinha como expoente o Oasis (super valorizados, na minha opinião) e o Blur.
Eles lançaram um site pra comemorar a volta onde informam que estão ensaiando em estúdio e saem em tour mundial após os shows da volta. \o/
O clube Madame Satã é tido como o marco zero da noite underground no Brasil. Abriu em 1983 e fechou em 2007 totalizando 24 anos de atividade. Teve seu auge, porém, nos anos 80 onde foi o primeiro palco de muitas bandas que hoje são clássicas no rock brasileiro como Titãs, Ultraje, Legião Urbana (recem saídos de Brasília). Entre seus frequentadores tinha poetas, artistas, boêmios, drogados, punks, góticos, gays e toda sorte de figuras da noite (Lobão, Cazuza, João Gordo e todo mundo do rock nacional da época).
Assisti esse documentário feito por alunos de jornalismo da Faculdade Metodista de São Paulo e mais uma vez deu uma vontade de ter nascido um pouco antes e ter podido frequentar lugares como esse no seu auge (ok, nessa época eu era adolescente de 14 anos e estudava em Maringá/PR e passava as férias no Mato Grosso do Sul).
Uma das bandas que tiveram grande responsabilidade por levar o rock pras pistas de dança eletrônica vem ao Brasil tocar o seu melhor álbum, quem sabe um dos melhores discos já gravados, o Screamadelica. Será no dia 29 de maio em São Paulo e 5 de junho no Rio, segundo o site da Rolling Stone. Quando esse disco saiu em 1991, ou seja, 20 anos atrás, veio acompanhando uma leva de ótimas bandas classificadas como indie dance, tais como Stone Roses, The Charlatans, Happy Mondays, Soup Dragons e até um certo Blur em começo de carreira, todas elas britânicas.
Screamadelica só não é o meu álbum favorito dessa leva pois perde pro disco de estreia de Stone Roses que foi lançado um ano antes, porém sem a presença dos beats eletrônicos nos quais o Primal Scream se jogou, graças à mão de produtores como Paul Oakenfold (sim, o DJ que hoje toca coisas mega comerciais), Alex Patterson (do The Orb) e Andrew Weatherall (do Sabres of Paradise). Será esse álbum que a banda vai tocar ao vivo do começo ao fim, seguindo tendência atual de bandas de rock fazerem turnês tocando seus álbuns clássicos ao vivo.
Deixo abaixo uma das músicas mais enigmáticas, gostosas e jogadas já produzidas na fusão eletrônica/rock.
Vale ouvir também esta, com seu coral gospel de derreter qualquer calota polar.
Um dos meus grupos prediletos de rock/eletrônica dos últimos anos está lançando seu quarto álbum, o Zonoscope. O primeiro single de trabalho é “Need You Now” e mostra que os australianos do Cut Copy não deixaram a peteca cair desde In Ghost Colours, o melhor disco do ano 2008 (na minha opinião).
Mistura de rock dançante, melódico sem ser piegas, eletrônico na medida este single já é uma das melhores músicas deste verão, saindo pela sempre boa Modular Records.
Não sei nem explicar direito porque gosto tanto dos Muppets. Deve ser principalmente pela ligação com a minha infância, quando ria muito na frente da TV vendo os programas deles no sábado à tarde. A combinação da linguagem de cartoon com bonecos, o humor completamente anárquico e nonsense (meu tipo de humor, aliás), as coisas desabando do teto do nada, a Pig tendo chiliques, tudo isso ficaram marcados para sempre na minha memória.
Hoje no Facebook, por acaso alguém mandou um link dos Muppets fazendo uma versão de “Bohemian Rhapsody” do Queen e não resisti de juntar alguns vídeos sensacionais que já assisti deles. Vai então o tal link com a versão muito particular com a obra prima do Queen.
E tem este vídeo da banda de novaiorquina de nu disco Escort estrelada exclusivamente por eles, um grande feito aliás, uma vez que não lembro do autor dos Muppets fazer esse tipo de concessão a outro grupo musical.
E pra fechar, tem este capítulo hilário do improvável encontro dos bonecos malucos com os robôs insanos e Luke Skywalker de Star Wars. Um clássico (pena não ter legendas em português).
E tem ainda um hilário teste pra fazer o Yoda…
Post dedicado a Leo Wandresen e Adri Amaral (you crazy geeks).
Gosto muito desse novo rock misturado ao eletrônico que tem sido feito nos últimos tempos, chame como quiser: synthpop, synthrock, indie electro, indietronica ou nu synthpop. Como pode ver, adoro um rótulo/tag. O que nos leva a este vídeo que assistí dias atrás com uma apresentação do The Killers no MTV Europe Video Awards tocando “Human”. Uma bela solução em termos de formato de palco.
A questão é que esse formato nem é novidade. O DJ francês Ettyene de Crécy já tinha feito algo parecido em 2008. De qualquer forma as duas apresentações tem projeções bacanas e o resultado é emocionante. Compare:
UPDATE: O DJ Mauricião me twittou esse vídeo da ótima “Resistance” do Muse que também usou cubos e quadrados com outros tipos de projeção. Valeu!