Dj Raul Aguilera

grã-bretanha

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17.10.2010

A música da abertura da Yellow: Erasure “You Surround Me”

Existem certos momentos que ficam marcados na nossa mente de forma indelével: as emoções causadas por uma bela música ouvida num momento crucial da sua vida, por exemplo. Essa música do Erasure é um single que pode não ter tanto peso na longa discografia da dupla mas para uma parcela de frequentadores do clube Yellow em Maringá (PR) no começo de 1990 (e eu era um deles) ela tem um significado especial.

Numa época em que a house music era A novidade na noite e chegava com toda a sua força, clubes e danceterias se espalhavam pelo Brasil tocando seus beats eufóricos, diferente do pop e do rock pós-punk dos 80 que até então dominavam os dancefloors. Em Maringá, os habitués da Yellow esperavam ansiosamente o fim de semana, principalmente na matinê do domingo, para vermos descer do teto um sistema de luz exclusivo do boate (o tal do Órion) e que nos hipnotizava junto com esta track do Erasure numa combinação infalível que nos causava arrepios: esse era o momento de abertura da pista e sinalizava horas de felicidade sob as luzes e o sound system perfeitos do lugar.

Vale lembrar que o Erasure já era dono de hitaços como “A Little Respect”, “Blue Savannah” e “Stop!”.  E que esta versão no video abaixo não corresponde à original estendida que tocava na Yellow, mas vale para refrescar a memória de todos aqueles sortudos que estiveram lá e estão por aí pra contar as inúmeras histórias desse clube histórico do Paraná.

Este post é uma homenagem ao Yves, saudoso DJ e proprietário da Yellow.

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11.06.2010

Semana sweet 90′s = K-Klass

Um outro projeto que me encantou com um single apenas foi o K-Klass. Os ingredientes estavam ali: ótimos timbres e sequenciadores, vozeirão poderoso (cortesia de uma certa Bobbi Depasois) e um piano killer. Só podia dar certo e “Rhythm is a Mistery” alcançou o 3º lugar nas paradas de singles do Reino Unido em 1991. Diz a lenda que eles frequentavam o mítico clube Haçienda em Manchester, conheceram um dos integrantes lá e acabaram se apresentando ao vivo depois nesse mesmo lugar.

Até hoje fico emocionado quando escuto isto:

Pelo que ouço falar, o DJ Renato Lopes em São Paulo tocava este hit nos áureos tempos do primeiro clube a divulgar a cultura clubber no Brasil, a Nation. E dessa época, tem este vídeo com a apresentação deles no Top Of The Pops.

E este foi o single “Let Me Show You” que tinha a receita certa para ser um hit mas acabou não repercutindo tanto.

Discografia do K-Klass

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10.06.2010

Mais sweet 90′s: The Beloved

Subestimados no Brasil, a dupla The Beloved teve dois hits no começo dos anos 90. Apesar do seu primeiro álbum “Hapiness” ser lançado por aqui (que eu tenho bem guardado pois comprei o vinil lançado no Brasil na época), só tiveram alguma repercussão entre os muito aficcionados de sons eletrônicos (leia-se um meia dúzia de gatos pingados em Maringá, onde eu morava, não sei como foi no país na época, mas imagino que não tenha sido diferente do que onde morava).

O primeiro grande single da banda, “The Sun Rising”,  falava do nascer do sol, numa ligação direta aos fenômeno das raves que assolavam a Europa entre 1989 e 1993. Aqui a gente lia sobre o assunto babando de inveja nas revistas Bizz (na coluna Dance Music do mestre jornalista Camilo Rocha) e na Folha de São Paulo (via Noite Ilustrada da descolada Erika Palomino). Graças a essas poucas fontes não ficávamos tão às cegas na garimpagem de informação. Mas voltando ao The Beloved, o som deles caiu como uma pluma nos meus ouvidos sedentos de sons sintéticos e viciado em melodia (e coloca VICIO EM MELODIA nisso). Comprei o vinil e ouvi meses sozinho em casa devaneando como devia ser legal dançar num descampado com o sol nascendo…

Em 1993 viajava pela primeira vez pela Europa, maravilhado com a Espanha – era um sonho realizado de anos. Sozinho com uma mochilão nas costas. E apesar de ficar limitado a viajar só na Espanha, pra mim foi uma verdadeira virada de vida, fascinado que estava com tudo. E ouvia as rádios em toda oportunidade que podia! E até quando não podia, dormindo com o walkman ligado até a pilha acabar. Foi quando comecei a notar uma espécie de house com bpm extremamente baixa e muito bonita que tocava toda hora na programação, fosse em Madri, Barcelona ou Santiago de Compostela. Não demorou muito pra descobrir que eram os The Beloved com seu novo hit “Sweet Harmony”. Disso tudo, a lembrança mais forte com essa música é eu sentado na praia com os pés na água, num dia de sol olhando a baía de San Sebastian sozinho no meio de uma multidão. E com  a trilha sonora perfeita, diz aí…

O clip, como diria Erika Palomino, é babado forte

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19.05.2010

A volta do synthpop

Delphic

Delphic

Escreví um artigo pra House Mag dando uma mapeada no renascimento do synthpop de uns anos pra cá, tipo um guia (bem) básico pra quem não se deu conta ainda…

Uma das novas e melhores bandas são os ingleses do Delphic que surgiram ano passado e agora estão aí com o seu primeiro álbum Acolyte como um dos melhores do ano desde já. Taí uma das melhores músicas que o New Order (fase Get Ready) nunca fez. ;)

Delphic – Halcyon (2010)

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16.05.2010

Tocando em cubos

Gosto muito desse novo rock misturado ao eletrônico que tem sido feito nos últimos tempos, chame como quiser: synthpop, synthrock, indie electro, indietronica ou nu synthpop. Como pode ver, adoro um rótulo/tag. O que nos leva a este vídeo que assistí dias atrás com uma apresentação do The Killers no MTV Europe Video Awards tocando “Human”. Uma bela solução em termos de formato de palco.

A questão é que esse formato nem é novidade. O DJ francês Ettyene de Crécy já tinha feito algo parecido em 2008. De qualquer forma as duas apresentações tem projeções bacanas e o resultado é emocionante. Compare:

UPDATE: O DJ Mauricião me twittou esse vídeo da ótima “Resistance” do Muse que também usou cubos e quadrados com outros tipos de projeção. Valeu! ;)

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11.05.2010

Corpos musicais: We Have A Band e Calvin Harris

Esse vídeo recente já andou rodando nos blogs. Vale dar um destaque nele uma vez que tem tudo a ver com a visualização da música: os componentes rítmicos (bumbo, caixa, chimbal) e melódicos (os sintetizadores) são alternados nas cores das roupas dos componentes. Repare que na imagem principal há 8 pessoas representando as 8 batidas de um compasso.

Pra assistir várias vezes.

E esse vídeo me lembrou outro que o Calvin Harris fez um tempo atrás.

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06.05.2010

E por falar em Faze Action…

No post anterior citei esse projeto que tem nos irmãos ingleses Robin e Simon Lee um dos responsáveis pelas boas produções de nu disco atuais. Eles fazem música desde a década passada sendo que daquela época o single que lhes deu grande visibilidade foi a cinematográfica  “In The Trees” (1996)  uma house sinfônica como poucas vezes se ouviu antes.  Guardo o 12″ que comprei na época como um troféu.

http://www.youtube.com/watch?v=jCyScIB46Og

Com fortes influências de jazz, música latina e até ritmos africanos, nunca pararam de produzir. E foi com as faixas de inspiração disco que eles estão ganhando novo destaque. Em 2008 lançaram o álbum “Stratus Energy” no qual está o single da música homônima que ganhou espaço cativo no meu case.

E seguindo a trilha aberta pela disco animada, em 2009 lançaram “I Wanna Dancer” que possui vocais perfeitos com uma letra ótima, guitarra e baixos funky, sunths com timbres muito bem alternados além de violinos, os quais raramente se ouvem em produções eletrônicas.


Você pode saber mais sobre esses produtores aqui:

Deep Beep

My Space

Discogs

Last FM

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05.05.2010

Música do dia: Danny Howells – Right Off

Você sabe que uma tendência está ficando grande quando DJs e produtores de um estilo começam a compor músicas nessa tendência. Venho observando isso com a nu disco há alguns anos que até 2007 se resumia a um punhado de produtores da Noruega (Lindstrom, Prins Thomas & cia) e uns gatos pingados pelos EUA (Daniel Wang e In Fragranti) e Reino Unido (Faze Action).

Comendo pelas beiradas o estilo foi cativando mais e mais gente (eu inclusive) e já podem se ver casos como este do tech-prog houser Danny Howells, antenado que é, que fez uma ótima faixa com total sabor disco. E pra fechar o pacote chamou os ótimos produtores do Faze Action pra remixar o que já estava bom. As tracks não são exatamente lançamento mas garanto que passou batido pelo ouvido de muita gente. Então destaco aqui as duas versões uma vez que ambas ficaram ótimas.

Danny Howells -- Right Off (Original)

Danny Howells -- Right Off (Faze Action Mix)

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02.05.2010

Banda clássica dos 90: Bizarre Inc .

O grupo inglês Bizarre Inc. teve uma ascenção rápida no começo dos anos 90 e tinha na sua formação inicial Dean Meredith e Mark Archer, este último saindo após o primeiro álbum (Technological) pra formar o Xen Mantra e depois o Nexus 21/Altern 8. Com a debandada de Archer entraram Andrew Meecham and Carl Turner que iam formar o trio que iria marcar as paradas dance da Europa e EUA entre 91 e 93.

O primeiro single que os colocou em alta rotação nas pick-ups dos DJs foi a proto-hardcore Playing With Knives” com a clássica fórmula em que o peso no corpo principal da música é alternado com um refrão melódico/extasiado.

O próximo  singleSuch A Feeling” trazia samples que lembravam as multidões das raves que estavam em seu auge no Reino Unido e na Europa, consagrando o Bizarre Inc. como um dos maiores live acts daquele momento.

Era hora de lançar o segundo álbum que veio com o nome “Energique“. Vale lembrar que nesta época os novos projetos/bandas de house e techno raramente lançavam neste formato, sendo o single 12″ em vinil o meio predileto de divulgação.

Desse mesmo álbum saiu o maior hit do projeto, a crossover de dance e pop “I’m Gonna Get You”, uma house com vocais dignos das melhores produções norte-americanas (cortesia de Angie Brown), e talvez por isso mesmo tenha sido a música que melhor colocação obteve nos charts dos Estados Unidos, chegando ao posto #1 da parada hot dance club e #47 na parada geral da Billboard.

Na sequência ainda obtiveram ótimas colocações com os singles “Took My Love” e “Love In Motion”. Depois gravaram um terceiro álbum e o projeto se desfez, sendo que a dupla Meecham and Meredith formariam mais tarde o projeto Chicken Lips, aquele do hit pioneiro de electro house “He Not Inn”.

E pra terminar deixo uma apresentação deles num programa de TV inglês na época do seu auge, com direito a  um bom playback. De qualquer forma, vale pelas roupas, acessórios e cortes de cabelo pré-clubber e pelos passinhos de dança ainda remanescentes da acid house.

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30.04.2010

Antes e Depois (pt. 01) – “Hold That Sucker Down”

Começo aqui uma tag nova dentro do blog dedicada somente a aquelas músicas que se tornaram clássicas no seu lançamento anos atrás e que ganharam releituras atuais, ou acabaram voltando em remixes e reedits atuais. Também serve para efeitos de comparação pra todo mundo que tá acompanhando o blog. Vou postar aqui muitas das músicas que já toquei, que são minhas prediletas ou que eu acho que tem alguma história legal por trás. E se gostarem aproveitem para dar a sua opinião sobre as tracks e até sugestões, vou adorar.

Começo a série com este clássico que se confunde um pouco com trance, prog house e também com um certo rótulo chamado nos anos 90 no Reino Unido chamavam de handbag (que quer dizer literalmente “bolsa de mão”, sabe aquele momento em que as mulheres corriam pra pista pra dançar um hit com os braços pra cima e jogavam as bolsas no meio da roda na pista? Depois vou fazer só um post explicando o rótulo).

O projeto O.T. Quartet nada mais eram que outro projeto de Rollo da dupla Rollo & Sister Bliss (os irmãos que eram os cabeças do Faithless). Lembro que a primeira versão da música me chamou atenção pela sua sequência de acordes mais sofisticadas que o normal pra uma house comercial, o que tinha a ver com a formação em piano clássico de Rollo. Uma viajeira melódica que acabou tocando muito no verão de 1994 na costa mediterrânea (e caiu muito bem na cena do bakalao em Valência).

O.T. Quartet -- Hold That Sucker Down (Original) -- 1994

Logo depois lançaram esta versão com vocais que acabou caindo nas graças das drag-queens da época que não cansavam de dublá-la em seus shows..

O.T. Quartet -- Hold That Sucker Down (Vocal) -- 1994

E eis que recentemente lançaram esta versão que eu acabei ouvindo no meio do set de um DJ numa festa que fui esses dias. Não achei que ficou tão boa como a original, mas esse é um grande risco que se corre ao remixar uma música que já está ótima na sua versão original. Acho que esta versão nova ficou com a sonoridade típica do electrohouse genérico que assola as nossas pistas, boa pra quem gosta e toca um som mais comercial.

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