Esse trailler não é novo e esse doc (“O Baixo Que Comeu Miami”) deve ser lançado em breve. Fiquei curioso pra saber mais desses DJs e produtores que inventaram o Miami Bass diretamente do electro de Nova Iorque, de onde derivou o nosso funk carioca, e de quebra fortaleceram a cultura dos carros “tunados”.
This isn’t a new trailler neither new information about this doc wich is coming to light. I’m very curious to know more about these DJs and producers that forged the Miami Bass sound directly from NY electro, where our brazilian baile favela born from, and helped the tunning cars culture as well.
O poderosíssimo site Resident Advisor da Austrália, e que pra mim é o melhor do mundo no assunto música eletrônica, fez este rápido documentário mostrando como está a cena de Berlin hoje.
Lembrando que após a Queda do Muro e reunificação da Alemanha em 1989 a cidade voltou a ser palco principal de acontecimentos culturais na Europa, tirando o foco da atenção principal de Londres dos anos 2000 pra cá. Aqui estão depoimentos de DJs, promoters e frequentadores de muitos dos clubes que a cidade comporta: dizem que há mais de 200 deles funcionando na capital da Alemanha reunificada.
Descobrí mais um doc falando falando sobre a cena eletrônica inglesa do final dos 80′s. Estão alí as já clássicas imagens das primeiras raves, depoimentos de promoters, DJs, ravers e toda aquela fauna que estamos acostumados a ver em documentários desse tipo. Uma particularidade neste vídeo é que eles fazem um paralelo com os eventos da Praça da Paz Celestial na China na mesma época.
O clube Madame Satã é tido como o marco zero da noite underground no Brasil. Abriu em 1983 e fechou em 2007 totalizando 24 anos de atividade. Teve seu auge, porém, nos anos 80 onde foi o primeiro palco de muitas bandas que hoje são clássicas no rock brasileiro como Titãs, Ultraje, Legião Urbana (recem saídos de Brasília). Entre seus frequentadores tinha poetas, artistas, boêmios, drogados, punks, góticos, gays e toda sorte de figuras da noite (Lobão, Cazuza, João Gordo e todo mundo do rock nacional da época).
Assisti esse documentário feito por alunos de jornalismo da Faculdade Metodista de São Paulo e mais uma vez deu uma vontade de ter nascido um pouco antes e ter podido frequentar lugares como esse no seu auge (ok, nessa época eu era adolescente de 14 anos e estudava em Maringá/PR e passava as férias no Mato Grosso do Sul).
Se tem uma pessoa que foi muito importante para os DJs e a indústria da noite, essa pessoa é Mel Cheren. Muito justamente apelidado de “Todo-poderoso da Disco”, foi ele quem criou o Paradise Garage, club que viria a ser a cara desse estilo, descobriu Larry Levan, o primeiro top DJ que temos notícia, criou a West End Records, label fundamental que lançou inúmeras músicas clássicas de pista como Is It All Over My Face do Loose Joints. Ufa…
O doc foi baseado em seu livro My Life and the Paradise Garage: Keep on Dancin’, no qual conta a história do Paradise Garage. Cheren faleceu em 2007 devido a complicações ligadas à AIDS.
Cláudia Assef não para nunca. Depois de ter lançado o único livro brasileiro contando a História dos nossos DJs, ela mesma tocar e organizar festa mensal, escrever pra um monte de revistas de música e manter um blog, agora tem um programa onde fala da febre de DJ que assola o mundo.
Tira um tempo aí e assista as ótimas matérias que ela postou até agora no Todo Mundo é DJ. Tem entrevistas com Clemente Napolita (quem?), Cris Miller (a inacreditável DJ que toca numa casa de swing fazendo topless) e o já clássico DJ Marky. Recomendo e muito.
Aproveitando o feriadão de Carnaval que se aproxima, recomendo este documentário a todos os que, assim como eu, adoram o som dos anos 80.
Trata-se de um programa rodado na BBC que rastreia as origens do synthpop, desde as influências dos primeiros sons sintetizados feitos por Walter/Wendy Carlos pra trilha sonora de Laranja Mecânica (no final dos anos 60), passa pela revelação do primeiro show do Kraftwerk em Liverpool nos anos 70 a até as grandes bandas do gênero em meados dos anos 80, gente do calibre de Human League, Depeche Mode, OMD, Visage, Yazoo, Ultravox e Pet Shop Boys.
Também acabam citando os pioneiros dos synths como o seminal The Normal/Daniel Miller (fundador do selo Mute), os malucos do Fad Gadget e Throbbing Gristle (tente pronunciar isto…), e é claro o pioneiro Gary Numan.
Praticamente tida como a era de ouro dos sintetizadores, o synthpop dos 80 foi essencial na formação da música pop que está aí hoje. Uma pena eles não citarem os desdobramentos nas novas bandas de agora que tão bem misturam o som do rock com os synths, caso de Hot Chip, The Golden Filter, Cut Copy, Miami Horror e a pouco conhecida Sally Shapiro.
São aproximandamente 1h30m de muita informação com uma legenda amiga em espanhol (ah vai, não é tão difícil de entender…). E corre pra assistir (ou baixe pra ver depois) pois o Vimeo já apagou noutra ocasião esse mesmo programa legendado.
Achei esses dois videos só hoje no Blog da Lalai. Vale a pena assistir os conteúdos de ambos: eles mostram o quanto a música e o cinema hoje vivem de reciclar imagens, sons e ideias do passado, seja ele obscuro ou conhecido.
Uma tremenda pesquisa de imagem rolou pra realização de ambos (principalmente o segundo), a edição está primorosa e tem pencas de informação de encher os olhos de cinemaníacos como eu. Tem mais explicações neste blog que o meu amigo Xisto lá de BH me enviou.
No site do projeto Everything Is A Remix tem uma transcrição do texto em inglês, pena não ter versão com legendas em português…
Sabe esse aparelhinho ali em cima? Ele tem esse som:
Pois ele foi um dos maiores responsáveis por muito da cara que a música eletrônica tem hoje. Extrapolando a revolução que essa maquininha da Roland fez, dá pra dizer que ela foi responsável até pelo nascimento das raves. Exagero? Explico.
Se não fosse a Roland não teríamos a TB-303, nem as drum machines TR-606, 707, 808 e 909. Sem elas não teríamos a house music, muito menos a acid house. Sem a acid housenão teríamos as acid parties que vieram se tornar as raves. Sem as raves não teríamos um grande público indo às festas, consumindo discos, revistas, festivais, clubes… Provavelmente a revolução eletrônica teria outra cara. Ou não.
Bem, tudo isso é um exercício de arqueologia/futurologia só pra introduzir este mini-documentário dividido em duas partes de 10min. contando a historinha, evolução e influência final das TBs na música em geral. Uma pena não ser legendado em português, mas só pelas imagens dá pra ter uma ideia do que eles dizem…
E a propósito, o título do post foi tirado de uma música do Fatboy Slim, que de bobo não tem nada.
Descoberto no Dexixer, blog duns produtores aí (Dudu Marote, Ilan Kriger…)