Dj Raul Aguilera

acid house

Tag: acid house

28.06.2012

Aciiiiiiiid!!!


Saiu uma matéria legal sobre acid house no Deep Beep, detalhadamente escrito pelo caprichoso Marco Andreol na coluna Senóide. Vale reservar uns bons minutos pra ler e ouvir os ótimos sons da matéria.

And there comes Marco Andreol with another superb text, now talking about acid house. Researching deeply on the past shelves, everything about this sort of house can be read on his column Senóide at Deep Beep site. It worth to spare your time on it. I like it.

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18.11.2011

Toby Tobias – A Close Shave

A música tá no Juno há um bom tempo e lá tá classificada como minimal/tech-house. Bobagem.  Pela ótima levada da versão original ela tem cara e sonoridade nu disco e na versão do Prins Thomas a TB 303 não nega influências ácidas das primeiras produções de house music.

Já tinha ouvido por aí, afinal ela é de 2008, mas nessa avalanche de produções a que estamos sujeitos hoje em dia às vezes demora pra ficha cair, mas enfim, taí. Essas duas eu recomendo.

TOBY TOBAIS – A CLOSE SHAVE – REKIDS003 by rekids

This track is at Juno by aeons and its classified there as minmal/tech-house. Nonsense. By the nice groove of the original version we can say that this is nu disco indeed and the Prins Thomas version has got influences from old school house because of the clearly acid sounds of the mighty TB 303 on it.

I heard this track around, it’s from 2008, but in the frantic non-stop music releasing from nowadays sometimes is hard to recognize awesome tracks fastly, but anyway, these two I do recommend.

Ouvido ao acaso no blog da / listened randomly at Miss Fenter

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27.09.2011

1989 – Summer of Rave Documentary

Descobrí mais um doc falando falando sobre a cena eletrônica inglesa do final dos 80′s. Estão alí as já clássicas imagens das primeiras raves, depoimentos de promoters, DJs, ravers e toda aquela fauna que estamos acostumados a ver em documentários desse tipo. Uma particularidade neste vídeo é que eles fazem um paralelo com os eventos da Praça da Paz Celestial na China na mesma época.

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14.04.2011

Quando a samplemania dominou o mundo

O meu amigo e DJ Gil Riquerme me enviou uma acid house que me levou a escrever este post. A samplemania foi uma fase que veio e foi-se rapidinho bem na época da chegada da house music no Brasil em 1990/1991.

Na verdade era tudo consequência do uso, muitas vezes exagerado, de um brinquedo novo, o sampler, aparelho este  que foi lançado na década de 80  no final dos anos 70 e estava começando a ficar acessível aos “produtores de quarto”, como eram chamados pela imprensa da época, os garotos que mal tinham saído da adolescência e eram fascinados por tecnologia. Podemos dizer que eram os nerds musicais daquela fase. O sampler nas mãos dessa garotada se prestava a tudo, gravando qualquer coisa, de explosões num filme, vozes num telejornal, sons de animais e da natureza. Desde que tudo pudesse ser comprimido numa mesa de 4 canais, beleza.

Pelo que me lembro, tudo começou com a faixa “Pump Up The Volume” do M/A/A/R/S um remix que a alucinada dupla Coldcut fez para a faixa “Paid In Full” para a relativamente conhecida dupla de rappers Eric B & Rakim. Se a faixa original não tinha nada demais, foi esse remix que jogou tanto os rappers autores da track, como a dupla de remixers na mídia.

Duas curiosidades de bastidores: a voz feminina no meio da música é da cantora israelense Ofra Haza, catalpultada também à fama graças a essa sampleagem, que combinava perfeitamente com as batidas quebradas do rap de Eric B & Rakim. Sorte nossa, que de outra forma talvez nunca conhecêssemos sua voz incrível. O segundo detalhe envolvendo o Coldcut é que mais tarde ficariam famosos como ótimos produtores e por serem os responsáveis por lançarem a diva Lisa Stansfield.

Logo na sequência surge o M/A/A/R/S pela gravadora 4AD lançando a primeira house com o espírito samplemaníaco, a clássica “Pump Up The Volume”, com o refrão roubado, ops, sampleado de “Paid In Full”. O curioso desse projeto é que entre os produtores estavam músicos de projetos como os alucinados Colourbox, os enigmáticos A.R. Kane, ambas do selo 4AD, além de Ivo Russel, o dono da gravadora. Acrescente aí o ainda desconhecido C.J. Mackintosh, que mais tarde seria DJ residente da Ministry Of Sound. O resultado disso tudo foi o single alcançar #1 na parada do Reino Unido em 1987.

Falando em Colourbox, estes lançaram nessa mesma fase a pouco conhecida “Hot Doggie”. Com pegada totalmente rocker, foi lançada meio perdida na coletânea Lonely Is An Eyesore da 4AD. Um dos samples mais inusitados no meio dessa música são os gritos tirados do filme de terror B “A Morte do Demônio”. Ouvindo hoje percebo que o sampler da guitarra tem uma pegada meio “Wild Thing” do Tone Loc.

E pronto, abriu a porteira pro que viria na sequência! Hit de dimensões planetárias, “Beat Dis” do Bomb The Bass caiu como uma bomba nos meus ouvidos quando lançada no Brasil pelo já finado selo Stiletto, que representava os melhores selos independentes do Reino Unido naquele final de anos 80. Foi com essa música que eu ví todo o potencial da house music numa pista. A capa do single tinha um smile tomando um tiro (tirado da graphic novel Watchman) e o álbum “Into The Dragon” uma bela arte meio mangá meio grafite que pra mim foi um aviso da década de 90 chegando. Foi direto pro Top Of The Pops inglês, tamanha a repercussão do single nas paradas.

O single “Megablast”, lançado na sequência, veio a confirmar que Tim Simenon, o DJ e produtor por trás do Bomb The Bass, não estava pra brincadeira…

O Coldcut, que tinha dado o pontapé na samplemania, lançou seu álbum “What’s That Noise?” na sequência e vinha com a alucinada “Stop This Crazy Thing”.

Talvez um dos maiores hinos dessa tomada do mundo pela empolgação da acid housesamplemania foi o S’ Xpress com seu “Theme From S’Xpress”. Mais um pro Top Of The Pops da Inglaterra. E nada mais a dizer.

E o projeto-de-um-disco-só Jack The Tab lançou seus Acid Tablets com a ótima “M.E.S.H. -- Meet Every Situation Head On”. Na verdade era o malucasso Genesis P.Orridge do Psychic TV brincando de acid house. Outro míssil certeiro pras pistas da época.

Na época teve até banda de rock que se rendeu à onda acid, caso do Pop Will It Itself com o single “Def Con One”. Com faixas como essa, estava difícil a competição pra ver quem lançava o hit mais irresistível da samplemania.

Saindo um pouco das ilhas britânicas a Holanda trazia o projeto Hithouse de Peter Slaughis (que num passado não muito remoto esteve por trás do Video Kids, aquele do hit electropop “Woodpeckers From Space”).

Depois que a onda estava oficializada foram lançados singles e mais singles dentro da idéia de músicas com o maior número de samples possível dentro de 5 min (que é o tempo que duravam em média essas tracks de house). Nada que surprendesse tanto quanto as músicas anteriores, mas que funcionavam muito bem embaixo de uma luz estrobo anunciando a década eletrônica que teríamos. É o caso do Silicon Dream, que saiu da Alemanha para o mundo com “Wunderbar” e a sua base totalmente chupada do Hithouse. A propósito, essa foi a faixa que o Gil Riquerme me mandou e me fez escrever este post. :)

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28.10.2010

Todo mundo ama o ácido: uma breve história da TB-303

Sabe esse aparelhinho ali em cima? Ele tem esse som:

Pois ele foi um dos maiores responsáveis por muito da cara que a música eletrônica tem hoje. Extrapolando a revolução que essa maquininha da Roland fez, dá pra dizer que ela foi responsável até pelo nascimento das raves. Exagero? Explico.

Se não fosse a Roland não teríamos a TB-303, nem as drum machines TR-606, 707, 808 e 909. Sem elas não teríamos a house music, muito menos a acid house. Sem a acid house não teríamos as acid parties que vieram se tornar as raves. Sem as raves não teríamos um grande público indo às festas, consumindo discos, revistas, festivais, clubes… Provavelmente a revolução eletrônica teria outra cara. Ou não.

Bem, tudo isso é um exercício de arqueologia/futurologia só pra introduzir este mini-documentário dividido em duas partes de 10min. contando a historinha, evolução e influência final das TBs na música em geral. Uma pena não ser legendado em português, mas só pelas imagens dá pra ter uma ideia do que eles dizem…

E a propósito, o título do post foi tirado de uma música do Fatboy Slim, que de bobo não tem nada. :)

Descoberto no Dexixer, blog duns produtores aí (Dudu Marote, Ilan Kriger…)

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22.09.2010

Docs que eu aguardo: They Call It Acid

Sou total fã de documentários dos mais variados assuntos, desde científicos a biográficos. E como não seria diferente, gosto mais ainda quando o assunto é música. Se for de música eletrônica, então… E se esse doc cobre praticamente uma fase que lembra quando você começou a sair na noite e se tornou um DJ? Esse é o caso de They Call It Acid.

Enquanto que aqui no Brasil de 1989 a 1991 recebíamos poucas infos sobre a acid house na Inglaterra, via algumas poucas linhas dedicadas ao assunto na revista Bizz (a coluna do Camilo Rocha Dance Music era um dos poucos lugares que se prestavam bem a isso), tinha também a nascente revista DJ Sound e uma ou outra linha na Folha de São Paulo.

Já sabia que o bicho tava pegando na Inglaterra, com a música eletrônica e as raves explodindo por todo o país e tomando conta das paradas. Mas não imaginava que com essa nova manifestação, até contracultural, a polícia e os governos “caretas” pós-Margaret Tatcher estavam descendo a repressão em cima das primeiras acid house parties. Isso tinha muito a ver com a chegada de uma certa pastilha que faziam as pessoas dançarem e “se amarem” a noite toda, fazendo-as esquecerem as inibições e quererem atravessar as manhãs fazendo festa. É claro que a população conservadora do país não ia ver esses “novos punks” vestidos de tye dye com bons olhos…

O diretor Gordon Mason de  They Call It Acid foi DJ nesse começo do circuito das raves inglesas filmou tudo e guardou de forma que agora vamos poder ver imagens inéditas de como aconteceu todo esse movimento que acabou desembocando numa cultura e way of life que tomou conta do mundo nos últimos 20 anos. A narração ficou por conta de Robert Owens, cantor que fez fama na fase inicial da house music e a trilha foi feita por Eddie Evil Richards, DJ de primeira hora dessa cena e depois um dos criadores e divulgadores do sub estilo tech house.

No momento ainda não há previsão de lançamento, mas assim que houver novidades eu posto aqui.

Os blogs Beta Bass e Factóide também escreveram sobre o assunto antes.


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