Dj Raul Aguilera

90′s

Tag: 90′s

27.10.2011

Orbital volta ao vivo em 2012 / Orbital is back with new live show on 2012

Uma das minhas bandas eletrônicas favoritas dos anos 90 volta ano que  vem com novo show. Depois da volta dos The Stones Roses essa é outra renascença que eu comemoro neste fim de 2011: quem sabe desta vez eles não aparecem aqui pelo Brasil pra dar um nó nos nosso cérebros? Afinal eles são tidos como um dos melhores live p.a. da sua geração…

Depois de pararem por um tempo eles voltaram em 2009 ao estúdio e desde então estão trabalhando em seu oitavo álbum que deve ser lançado junto com a nova tour. Ouça abaixo uma amostra do que eles estão aprontando. Continuam fantásticos!

One of my favorite electronic band from the 90′s are back with a new live show. Alongside the second coming of The Stone Roses this is another comeback that made me felt pleased in 2011: maybe this time they’ll able to blow up our minds live here in Brazil, once they’re known as one of the best live p.a. from their generation…

After an hiatus on their career they came back on studio in 2009 since when their are working on their eighth album that will be released probably with this new show. Listen below what they are preparing in the meantime at studio. Astonishing!

Orbital vai tocar / will play:

Manchester Academy (April 5)
O2 Academy Leeds (6)
O2 ABC Glasgow (7)
O2 Academy Liverpool (8)
Cambridge Corn Exchange (9)
London Royal Albert Hall (10)

Orbital-Never by Mixmag

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27.09.2011

1989 – Summer of Rave Documentary

Descobrí mais um doc falando falando sobre a cena eletrônica inglesa do final dos 80′s. Estão alí as já clássicas imagens das primeiras raves, depoimentos de promoters, DJs, ravers e toda aquela fauna que estamos acostumados a ver em documentários desse tipo. Uma particularidade neste vídeo é que eles fazem um paralelo com os eventos da Praça da Paz Celestial na China na mesma época.

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20.05.2011

Festa Replay resgata os anos 1990

E neste dia 20 de Maio toco na festa Replay, a qual tem como objetivo repassar os hits e várias fases pela qual a música eletrônica passou. Toco estritamente em vinil, então é hora de tirar a poeira da coleção e caprichar no repertório, quem estiver em Curitiba o endereço é:

Espaço Oxxy ( Antigo D-Vinil) Data: 20/05 -- Horário: 23:00
Vicente Machado, 1082 -- Batel
Curitiba -- PR

Festa Replay no Facebook clique aqui.

Fica uma dica de um dos meus hits prediletos do comecinho dos anos 90 que devo tocar lá:

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14.04.2011

Quando a samplemania dominou o mundo

O meu amigo e DJ Gil Riquerme me enviou uma acid house que me levou a escrever este post. A samplemania foi uma fase que veio e foi-se rapidinho bem na época da chegada da house music no Brasil em 1990/1991.

Na verdade era tudo consequência do uso, muitas vezes exagerado, de um brinquedo novo, o sampler, aparelho este  que foi lançado na década de 80  no final dos anos 70 e estava começando a ficar acessível aos “produtores de quarto”, como eram chamados pela imprensa da época, os garotos que mal tinham saído da adolescência e eram fascinados por tecnologia. Podemos dizer que eram os nerds musicais daquela fase. O sampler nas mãos dessa garotada se prestava a tudo, gravando qualquer coisa, de explosões num filme, vozes num telejornal, sons de animais e da natureza. Desde que tudo pudesse ser comprimido numa mesa de 4 canais, beleza.

Pelo que me lembro, tudo começou com a faixa “Pump Up The Volume” do M/A/A/R/S um remix que a alucinada dupla Coldcut fez para a faixa “Paid In Full” para a relativamente conhecida dupla de rappers Eric B & Rakim. Se a faixa original não tinha nada demais, foi esse remix que jogou tanto os rappers autores da track, como a dupla de remixers na mídia.

Duas curiosidades de bastidores: a voz feminina no meio da música é da cantora israelense Ofra Haza, catalpultada também à fama graças a essa sampleagem, que combinava perfeitamente com as batidas quebradas do rap de Eric B & Rakim. Sorte nossa, que de outra forma talvez nunca conhecêssemos sua voz incrível. O segundo detalhe envolvendo o Coldcut é que mais tarde ficariam famosos como ótimos produtores e por serem os responsáveis por lançarem a diva Lisa Stansfield.

Logo na sequência surge o M/A/A/R/S pela gravadora 4AD lançando a primeira house com o espírito samplemaníaco, a clássica “Pump Up The Volume”, com o refrão roubado, ops, sampleado de “Paid In Full”. O curioso desse projeto é que entre os produtores estavam músicos de projetos como os alucinados Colourbox, os enigmáticos A.R. Kane, ambas do selo 4AD, além de Ivo Russel, o dono da gravadora. Acrescente aí o ainda desconhecido C.J. Mackintosh, que mais tarde seria DJ residente da Ministry Of Sound. O resultado disso tudo foi o single alcançar #1 na parada do Reino Unido em 1987.

Falando em Colourbox, estes lançaram nessa mesma fase a pouco conhecida “Hot Doggie”. Com pegada totalmente rocker, foi lançada meio perdida na coletânea Lonely Is An Eyesore da 4AD. Um dos samples mais inusitados no meio dessa música são os gritos tirados do filme de terror B “A Morte do Demônio”. Ouvindo hoje percebo que o sampler da guitarra tem uma pegada meio “Wild Thing” do Tone Loc.

E pronto, abriu a porteira pro que viria na sequência! Hit de dimensões planetárias, “Beat Dis” do Bomb The Bass caiu como uma bomba nos meus ouvidos quando lançada no Brasil pelo já finado selo Stiletto, que representava os melhores selos independentes do Reino Unido naquele final de anos 80. Foi com essa música que eu ví todo o potencial da house music numa pista. A capa do single tinha um smile tomando um tiro (tirado da graphic novel Watchman) e o álbum “Into The Dragon” uma bela arte meio mangá meio grafite que pra mim foi um aviso da década de 90 chegando. Foi direto pro Top Of The Pops inglês, tamanha a repercussão do single nas paradas.

O single “Megablast”, lançado na sequência, veio a confirmar que Tim Simenon, o DJ e produtor por trás do Bomb The Bass, não estava pra brincadeira…

O Coldcut, que tinha dado o pontapé na samplemania, lançou seu álbum “What’s That Noise?” na sequência e vinha com a alucinada “Stop This Crazy Thing”.

Talvez um dos maiores hinos dessa tomada do mundo pela empolgação da acid housesamplemania foi o S’ Xpress com seu “Theme From S’Xpress”. Mais um pro Top Of The Pops da Inglaterra. E nada mais a dizer.

E o projeto-de-um-disco-só Jack The Tab lançou seus Acid Tablets com a ótima “M.E.S.H. -- Meet Every Situation Head On”. Na verdade era o malucasso Genesis P.Orridge do Psychic TV brincando de acid house. Outro míssil certeiro pras pistas da época.

Na época teve até banda de rock que se rendeu à onda acid, caso do Pop Will It Itself com o single “Def Con One”. Com faixas como essa, estava difícil a competição pra ver quem lançava o hit mais irresistível da samplemania.

Saindo um pouco das ilhas britânicas a Holanda trazia o projeto Hithouse de Peter Slaughis (que num passado não muito remoto esteve por trás do Video Kids, aquele do hit electropop “Woodpeckers From Space”).

Depois que a onda estava oficializada foram lançados singles e mais singles dentro da idéia de músicas com o maior número de samples possível dentro de 5 min (que é o tempo que duravam em média essas tracks de house). Nada que surprendesse tanto quanto as músicas anteriores, mas que funcionavam muito bem embaixo de uma luz estrobo anunciando a década eletrônica que teríamos. É o caso do Silicon Dream, que saiu da Alemanha para o mundo com “Wunderbar” e a sua base totalmente chupada do Hithouse. A propósito, essa foi a faixa que o Gil Riquerme me mandou e me fez escrever este post. :)

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16.03.2011

Primal Scream toca no Brasil

Uma das bandas que tiveram grande responsabilidade por levar o rock pras pistas de dança eletrônica vem ao Brasil tocar o seu melhor álbum, quem sabe um dos melhores discos já gravados, o Screamadelica. Será no dia 29 de maio em São Paulo e 5 de junho no Rio, segundo o site da Rolling Stone. Quando esse disco saiu em 1991, ou seja, 20 anos atrás, veio acompanhando uma leva de ótimas bandas classificadas como indie dance, tais como Stone Roses, The Charlatans, Happy Mondays, Soup Dragons e até um certo Blur em começo de carreira,  todas elas britânicas.

Screamadelica só não é o meu álbum favorito dessa leva pois perde pro disco de estreia de Stone Roses que foi lançado um ano antes, porém sem a presença dos beats eletrônicos nos quais o Primal Scream se jogou, graças à mão de produtores como Paul Oakenfold (sim, o DJ que hoje toca coisas mega comerciais), Alex Patterson (do The Orb) e Andrew Weatherall (do Sabres of Paradise). Será esse álbum que a banda vai tocar ao vivo do começo ao fim, seguindo tendência atual de bandas de rock fazerem turnês tocando seus álbuns clássicos ao vivo.

Deixo abaixo uma das músicas mais enigmáticas, gostosas e jogadas já produzidas na fusão eletrônica/rock.

Vale ouvir também esta, com seu coral gospel de derreter qualquer calota polar.

O amigo Camilo Rocha fez uma ótima análise desse álbum.

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01.12.2010

Classic tech house: Appleheadz “In My Sky”

Uma das minhas faixas preferidas do final dos anos 1990, “In my sky” é algo entre o house e tech-house, depende de quem ouve na verdade. Com bpm, acelerada dá pra perceber como a música desacelerou nos últimos anos.

Originalmente feita por Asad Rizvi e Charlie Inman (os tais “cabeças-de-maçã), este remix do Killeloop (projeto de Layo Paskin e Mr. C) foi o que tocou na maior parte dos sets de house underground e tech-house na época. Saiu pelo selo Reverberations em 1998.

http://www.youtube.com/watch?v=_LgvhLtVB8Y

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24.11.2010

Classic techno: Galaxy 2 Galaxy “Hi-Tech Jazz”

Criado pelo lendário produtor detrotiano Mike Banks (lider do mais lendário ainda Underground Resistence), esse single é um dos pontos altos do techno na década de 90 e,  quem sabe, uma das melhores músicas saídas da Motor City.

Incrível como após 17 anos de lançada essa música não tenha perdido a contemporaneidade, atual até a última linha de sax. A prova definitiva que o techno também saiu do jazz.

Quem foi mesmo que disse que o techno (ou música eletrônica) é uma música fria e sem alma?

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17.10.2010

A música da abertura da Yellow: Erasure “You Surround Me”

Existem certos momentos que ficam marcados na nossa mente de forma indelével: as emoções causadas por uma bela música ouvida num momento crucial da sua vida, por exemplo. Essa música do Erasure é um single que pode não ter tanto peso na longa discografia da dupla mas para uma parcela de frequentadores do clube Yellow em Maringá (PR) no começo de 1990 (e eu era um deles) ela tem um significado especial.

Numa época em que a house music era A novidade na noite e chegava com toda a sua força, clubes e danceterias se espalhavam pelo Brasil tocando seus beats eufóricos, diferente do pop e do rock pós-punk dos 80 que até então dominavam os dancefloors. Em Maringá, os habitués da Yellow esperavam ansiosamente o fim de semana, principalmente na matinê do domingo, para vermos descer do teto um sistema de luz exclusivo do boate (o tal do Órion) e que nos hipnotizava junto com esta track do Erasure numa combinação infalível que nos causava arrepios: esse era o momento de abertura da pista e sinalizava horas de felicidade sob as luzes e o sound system perfeitos do lugar.

Vale lembrar que o Erasure já era dono de hitaços como “A Little Respect”, “Blue Savannah” e “Stop!”.  E que esta versão no video abaixo não corresponde à original estendida que tocava na Yellow, mas vale para refrescar a memória de todos aqueles sortudos que estiveram lá e estão por aí pra contar as inúmeras histórias desse clube histórico do Paraná.

Este post é uma homenagem ao Yves, saudoso DJ e proprietário da Yellow.

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17.09.2010

Mellow Mellow – I Can’t Stop (1993)

Definitivamente a primeira metade dos anos 1990 foram uma época muito prolífica. Esta música foi lançada exatamente num momento em que a house, o techno e o recem-nascido trance estavam lançando pencas de produções inovadoras (volto ao assunto na sequência).

“I Can’t Stop” sempre me intrigou pelo fato de ser algo indefinível: um autêntico crossover entre aqueles três estilos (house-techno-trance). Os graves poderosos, o baixo que remetem a “Show Me Love” da Robin S (hit-onipresente em 1993), o tecladinho Hammond (que lembram “Plastic Dreams” de Jaydee)  são os trunfos dessa track, além da percussão se tornar totalmente tribal em alguns momentos. Uma salada sonora feliz. E um clássico underground.

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09.07.2010

Made in Holand: Orlando Voorn

Esse produtor e DJ foi o responsável pelo primeiro contato entre as cenas de Amsterdã e Detroit (via Kevin Saunderson). E não era à toa: seu techno de poucos elementos e sofisticação melódica tinha tudo a ver com a capital do techno no comeco dos anos 1990. Uma das músicas que bem exemplifica essa consistência é “Play It Loud” do projeto Baruka de 1994, um dos inúmeros aliases que Voorn assumiu na sua longa discografia.

Fiz um apanhado geral dos melhores singles dele no blog da AIMEC.

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