Dj Raul Aguilera

80′s

Tag: 80′s

07.11.2011

Doc: The Bass That Ate Miami

Esse trailler não é novo e esse doc (“O Baixo Que Comeu Miami”) deve ser lançado em breve. Fiquei curioso pra saber mais desses DJs e produtores que inventaram o Miami Bass diretamente do electro de Nova Iorque, de onde derivou o nosso funk carioca, e de quebra fortaleceram a cultura dos carros “tunados”.

This isn’t a new trailler neither new information about this doc wich is coming to light. I’m very curious to know more about these DJs and producers that forged the Miami Bass sound directly from NY electro, where our brazilian baile favela born from, and helped the tunning cars culture as well.

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27.09.2011

1989 – Summer of Rave Documentary

Descobrí mais um doc falando falando sobre a cena eletrônica inglesa do final dos 80′s. Estão alí as já clássicas imagens das primeiras raves, depoimentos de promoters, DJs, ravers e toda aquela fauna que estamos acostumados a ver em documentários desse tipo. Uma particularidade neste vídeo é que eles fazem um paralelo com os eventos da Praça da Paz Celestial na China na mesma época.

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03.08.2011

Set Posh – Bar do Netão/SP

Repostando set gravado em outubro de 2010. O link original expirou e agora reposto o set direto do meu Soundcloud.

Raul Aguilera @ PoSH! (SP) by djraulaguilera

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18.07.2011

Piadineria Aurora, esta semana

aurora restaurante e bar

Na quarta-feira (20/07) todo nas comemorações do Restaurante e Piadineria Aurora, em Curitiba. O clima da noite será mais calmo com trilha baseada nas levadas de clássicos e novidades da Disco Music e House.

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12.07.2011

Mini-doc sobre o Madame Satã – Pague para entrar, reze para sair

O clube Madame Satã é tido como o marco zero da noite underground no Brasil. Abriu em 1983 e fechou em 2007 totalizando 24 anos de atividade. Teve seu auge, porém, nos anos 80 onde foi o primeiro palco de muitas bandas que hoje são clássicas no rock brasileiro como Titãs, Ultraje, Legião Urbana (recem saídos de Brasília). Entre seus frequentadores tinha poetas, artistas, boêmios, drogados, punks, góticos, gays e toda sorte de figuras da noite (Lobão, Cazuza, João Gordo e todo mundo do rock nacional da época).

Assisti esse documentário feito por alunos de jornalismo da Faculdade Metodista de São Paulo e  mais uma vez deu uma vontade de ter nascido um pouco antes e ter podido frequentar lugares como esse no seu auge (ok, nessa época eu era adolescente de 14 anos e estudava em Maringá/PR e passava as férias no Mato Grosso do Sul).

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30.05.2011

Italo Disco em desenho animado

Tem dois vídeos de ítalo disco que eu gosto muito por terem uma historinha em animação neles. O clip de Charlie tem imagens editadas do cultuado (e pouco assistido) filme Fantastic Planet de 1973. Por sinal o produtor Charlie é mais um desses one hit wonder que a gente adoraria descobrir mais alguma coisa legal pra ouvir.

A letra de Spacer Woman é uma clara referência à heroína espacial Barbarella e, se você não assistiu a esse filme de ficção científica dos anos 1960 que imortalizou Jane Fonda, vale o tempo dispendido: Barbarella é uma mistura deliciosa de sci-fi, moda, cultura kitsch e nonsense. :)

Minha segunda dica de uma ítalo clássica é I Wanna Be Your Lover do La Bionda (1980). Mais uma ótima animação que coincidentemente ou não lembra muito a estética do video One More Time (2000) dos Daft Punk, com uma pequena diferença duns… 20 anos!

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14.04.2011

Quando a samplemania dominou o mundo

O meu amigo e DJ Gil Riquerme me enviou uma acid house que me levou a escrever este post. A samplemania foi uma fase que veio e foi-se rapidinho bem na época da chegada da house music no Brasil em 1990/1991.

Na verdade era tudo consequência do uso, muitas vezes exagerado, de um brinquedo novo, o sampler, aparelho este  que foi lançado na década de 80  no final dos anos 70 e estava começando a ficar acessível aos “produtores de quarto”, como eram chamados pela imprensa da época, os garotos que mal tinham saído da adolescência e eram fascinados por tecnologia. Podemos dizer que eram os nerds musicais daquela fase. O sampler nas mãos dessa garotada se prestava a tudo, gravando qualquer coisa, de explosões num filme, vozes num telejornal, sons de animais e da natureza. Desde que tudo pudesse ser comprimido numa mesa de 4 canais, beleza.

Pelo que me lembro, tudo começou com a faixa “Pump Up The Volume” do M/A/A/R/S um remix que a alucinada dupla Coldcut fez para a faixa “Paid In Full” para a relativamente conhecida dupla de rappers Eric B & Rakim. Se a faixa original não tinha nada demais, foi esse remix que jogou tanto os rappers autores da track, como a dupla de remixers na mídia.

Duas curiosidades de bastidores: a voz feminina no meio da música é da cantora israelense Ofra Haza, catalpultada também à fama graças a essa sampleagem, que combinava perfeitamente com as batidas quebradas do rap de Eric B & Rakim. Sorte nossa, que de outra forma talvez nunca conhecêssemos sua voz incrível. O segundo detalhe envolvendo o Coldcut é que mais tarde ficariam famosos como ótimos produtores e por serem os responsáveis por lançarem a diva Lisa Stansfield.

Logo na sequência surge o M/A/A/R/S pela gravadora 4AD lançando a primeira house com o espírito samplemaníaco, a clássica “Pump Up The Volume”, com o refrão roubado, ops, sampleado de “Paid In Full”. O curioso desse projeto é que entre os produtores estavam músicos de projetos como os alucinados Colourbox, os enigmáticos A.R. Kane, ambas do selo 4AD, além de Ivo Russel, o dono da gravadora. Acrescente aí o ainda desconhecido C.J. Mackintosh, que mais tarde seria DJ residente da Ministry Of Sound. O resultado disso tudo foi o single alcançar #1 na parada do Reino Unido em 1987.

Falando em Colourbox, estes lançaram nessa mesma fase a pouco conhecida “Hot Doggie”. Com pegada totalmente rocker, foi lançada meio perdida na coletânea Lonely Is An Eyesore da 4AD. Um dos samples mais inusitados no meio dessa música são os gritos tirados do filme de terror B “A Morte do Demônio”. Ouvindo hoje percebo que o sampler da guitarra tem uma pegada meio “Wild Thing” do Tone Loc.

E pronto, abriu a porteira pro que viria na sequência! Hit de dimensões planetárias, “Beat Dis” do Bomb The Bass caiu como uma bomba nos meus ouvidos quando lançada no Brasil pelo já finado selo Stiletto, que representava os melhores selos independentes do Reino Unido naquele final de anos 80. Foi com essa música que eu ví todo o potencial da house music numa pista. A capa do single tinha um smile tomando um tiro (tirado da graphic novel Watchman) e o álbum “Into The Dragon” uma bela arte meio mangá meio grafite que pra mim foi um aviso da década de 90 chegando. Foi direto pro Top Of The Pops inglês, tamanha a repercussão do single nas paradas.

O single “Megablast”, lançado na sequência, veio a confirmar que Tim Simenon, o DJ e produtor por trás do Bomb The Bass, não estava pra brincadeira…

O Coldcut, que tinha dado o pontapé na samplemania, lançou seu álbum “What’s That Noise?” na sequência e vinha com a alucinada “Stop This Crazy Thing”.

Talvez um dos maiores hinos dessa tomada do mundo pela empolgação da acid housesamplemania foi o S’ Xpress com seu “Theme From S’Xpress”. Mais um pro Top Of The Pops da Inglaterra. E nada mais a dizer.

E o projeto-de-um-disco-só Jack The Tab lançou seus Acid Tablets com a ótima “M.E.S.H. -- Meet Every Situation Head On”. Na verdade era o malucasso Genesis P.Orridge do Psychic TV brincando de acid house. Outro míssil certeiro pras pistas da época.

Na época teve até banda de rock que se rendeu à onda acid, caso do Pop Will It Itself com o single “Def Con One”. Com faixas como essa, estava difícil a competição pra ver quem lançava o hit mais irresistível da samplemania.

Saindo um pouco das ilhas britânicas a Holanda trazia o projeto Hithouse de Peter Slaughis (que num passado não muito remoto esteve por trás do Video Kids, aquele do hit electropop “Woodpeckers From Space”).

Depois que a onda estava oficializada foram lançados singles e mais singles dentro da idéia de músicas com o maior número de samples possível dentro de 5 min (que é o tempo que duravam em média essas tracks de house). Nada que surprendesse tanto quanto as músicas anteriores, mas que funcionavam muito bem embaixo de uma luz estrobo anunciando a década eletrônica que teríamos. É o caso do Silicon Dream, que saiu da Alemanha para o mundo com “Wunderbar” e a sua base totalmente chupada do Hithouse. A propósito, essa foi a faixa que o Gil Riquerme me mandou e me fez escrever este post. :)

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05.04.2011

The Human League está no Brasil

Uma das minhas bandas de synthpop predileta faz show amanhã em São Paulo. Após anos sem notícias da banda, ouvi falar dessa volta deles aos palcos ano passado quando começou o comentário de quem seriam as bandas do festival Sónar em Barcelona em 2011. Acho surprendente eles se apresentarem aqui antes do próprio festival, que tem fama de ser o melhor e mais vanguardista de música (principalmente eletrônica) no mundo.

O The Human League nos deixou grandes músicas na década de 80, além do fundamental disco Dare (81) que se tornou uma grande influência pra muita gente até hoje dada a contemporaneidade das produções que estão alí contidas. A banda hoje se reduziu a um trio do que era originalmente.

Abaixo deixo algumas dicas que julgo fundamentais na discografia deles.

Being Boiled

(Keep Feeling) Fascination

Don’t You Want Me

O show é no Via Funchal e você pode comprar ingressos aqui.

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04.03.2011

Doc que eu recomendo: Synth Britannia

Sintetizador Moog

Aproveitando o feriadão de Carnaval que se aproxima, recomendo este documentário a todos os que, assim como eu, adoram o som dos anos 80.

Trata-se de um programa rodado na BBC que rastreia as origens do synthpop, desde as influências dos primeiros sons sintetizados feitos por Walter/Wendy Carlos pra trilha sonora de Laranja Mecânica (no final dos anos 60), passa pela revelação do primeiro show do Kraftwerk em Liverpool nos anos 70 a até as grandes bandas do gênero em meados dos anos 80, gente do calibre de Human League, Depeche Mode, OMD, Visage, Yazoo, Ultravox e Pet Shop Boys.

Também acabam citando os pioneiros dos synths como o seminal The Normal/Daniel Miller (fundador do selo Mute), os malucos do Fad Gadget Throbbing Gristle (tente pronunciar isto…), e é claro o pioneiro Gary Numan.

Praticamente tida como a era de ouro dos sintetizadores, o synthpop dos 80 foi essencial na formação da música pop que está aí hoje. Uma pena eles não citarem os desdobramentos nas novas bandas de agora que tão bem misturam o som do rock com os synths, caso de Hot Chip, The Golden Filter, Cut Copy, Miami Horror e a pouco conhecida Sally Shapiro.

São aproximandamente 1h30m de muita informação com uma legenda amiga em espanhol (ah vai, não é tão difícil de entender…). E corre pra assistir (ou baixe pra ver depois) pois o Vimeo já apagou noutra ocasião esse mesmo programa legendado.

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20.12.2010

E já que o Natal tá chegando…

Cada vez que chega esta época do ano a música que eu acho mais legal de Natal foi lançada em 1984, no projeto Band Aid, que nada mais era que a união dos maires cantores e bandas pop daquela fase no Reino Unido em prol das pessoas que passavam fome na Etiópia, que vivia agruras por causa de uma seca de proporções bíblicas.

Muito bom ver que pessoas famosas se despirem de seus egos e se unirem para cantarem em coro uma belíssima canção num vídeo emocionante (pelo menos pra mim). A iniciativa na época foi dos cantores Midge Ure e Bob Geldof que conseguiram convocar gente do naipe de Bono Vox, David Bowie, Sting, Phil Collins, Boy George, o povo do Duran Duran e toda uma constelação de estrelas que ainda dão o que falar, 26 anos depois.

A mensagem desse single não podia ser mais atual: “feed the world, let them know it’s christmas time” (alimente o mundo, deixe-os saber que é tempo do Natal).

E graças a essa iniciativa vieram depois os projetos Live Aid, USA for Africa (que lançou a famosa “We Are The World”) e muitas outras mobilizações positivas que unem o mundo do pop/rock.

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