Não sei nem explicar direito porque gosto tanto dos Muppets. Deve ser principalmente pela ligação com a minha infância, quando ria muito na frente da TV vendo os programas deles no sábado à tarde. A combinação da linguagem de cartoon com bonecos, o humor completamente anárquico e nonsense (meu tipo de humor, aliás), as coisas desabando do teto do nada, a Pig tendo chiliques, tudo isso ficaram marcados para sempre na minha memória.
Hoje no Facebook, por acaso alguém mandou um link dos Muppets fazendo uma versão de “Bohemian Rhapsody” do Queen e não resisti de juntar alguns vídeos sensacionais que já assisti deles. Vai então o tal link com a versão muito particular com a obra prima do Queen.
E tem este vídeo da banda de novaiorquina de nu disco Escort estrelada exclusivamente por eles, um grande feito aliás, uma vez que não lembro do autor dos Muppets fazer esse tipo de concessão a outro grupo musical.
E pra fechar, tem este capítulo hilário do improvável encontro dos bonecos malucos com os robôs insanos e Luke Skywalker de Star Wars. Um clássico (pena não ter legendas em português).
E tem ainda um hilário teste pra fazer o Yoda…
Post dedicado a Leo Wandresen e Adri Amaral (you crazy geeks).
Não canso de ver/ouvir “Prisencolinensinainciusol”, umenigma em forma de música desde o ano passado. Um certo italiano Adriano Celentano, diretor de cinema, ator (participou de La Dolce Vita de Fellini), comediante e compositor lançou esta música em 1972 e fez tremendo sucesso após aparecer na rede de TV RAI.
A letra não quer dizer absolutamente nada (e há versões com “legendas” no You Tube), soa como alguém falando/cantando em inglês britânico (e segundo o próprio Celentano a letra “fala da incomunicabilidade entre as pessoas”). Mas o inusitado não para aí: o som é um funkão de rachar o soalho, com o tal rap do além que tem participação de sua mulher nos vocais (no vídeo dublado pela atriz Rafaella Carrá). Há também um naipe de metais pontuando o batidão que combina com as dancinhas e coreografias dos dançarinos em roupas e adereços que tampouco envelheceram. E tudo tocado num loop infinito e monocórdico como se fosse uma peça minimalista eletrônica.
Pense comigo: em 1972 o rap, a house, o techno, nada disso existia. O que Celentano fez nessa performance num programa de humor foi antecipar muito do futuro. É assombroso.