Pelo terceiro ano consecutivo a indústria da música eletrônica brasileira se reúne no Rio no pré-carnaval para discutir seus rumos, intercambiar contatos e dar uma geral no que está acontecendo nos quatro cantos desse pais gigante que é o Brasil.
Estive lá na edição de 2010 e posso garantir que é muito divertido passear entre stands de marcas de aparelhagem eletrônica, revistas de dance music, agências de DJs e outras empresas da área do entretenimento noturno.
Este ano vou mediar uma das mesas que acredito serem das mais importantes, o painelBrasil – A força e os desafios do mercado, motivo pelo qual me sinto honrado em participar de mesa com os responsáveis pelos clubes D-Edge, Warung, Green Valley, Privilége e pelo festival Rock In Rio.
O encontro diurno do RMCdeste ano acontece nos dias 2 e 3 março. As festas serão entre o partir do dia 4, vale a pena visitar o site e conferir toda a programação.
Achei esses dois videos só hoje no Blog da Lalai. Vale a pena assistir os conteúdos de ambos: eles mostram o quanto a música e o cinema hoje vivem de reciclar imagens, sons e ideias do passado, seja ele obscuro ou conhecido.
Uma tremenda pesquisa de imagem rolou pra realização de ambos (principalmente o segundo), a edição está primorosa e tem pencas de informação de encher os olhos de cinemaníacos como eu. Tem mais explicações neste blog que o meu amigo Xisto lá de BH me enviou.
No site do projeto Everything Is A Remix tem uma transcrição do texto em inglês, pena não ter versão com legendas em português…
Aos poucos estou ripando meus sets gravados anos atrás. Pra inaugurar esse resgate coloco aqui um set gravado em maio de 2000, quando era residente da primeira versão do club D-Edge em Campo Grande (MS). Totalmente gravado direto do meu case de vinis, ele contém clássicos que eu toquei na época.
Um som decente de 2010 pra começar bem 2011: “Baby I’, Yours”.
Belo vídeo, ótima música, uma mistura de house com vocais de bandinhas de rock com uma pitada do lado calmo do Daft Punk. E não é que ficou bom? Bem a cara do ano que passou…
E aproveitando a volta do reveillon, quero só dar um toque a todos: amanhã tem o projeto Robotika no qual eu e a DJ Aninha tocamos, na pista Garden do clube Warung. Na pista principal, além da residente do projeto também toca Gui Boratto e o todo-poderoso Michael Mayer, do selo alemão Kompakt.
Cada vez que chega esta época do ano a música que eu acho mais legal de Natal foi lançada em 1984, no projeto Band Aid, que nada mais era que a união dos maires cantores e bandas pop daquela fase no Reino Unido em prol das pessoas que passavam fome na Etiópia, que vivia agruras por causa de uma seca de proporções bíblicas.
Muito bom ver que pessoas famosas se despirem de seus egos e se unirem para cantarem em coro uma belíssima canção num vídeo emocionante (pelo menos pra mim). A iniciativa na época foi dos cantores Midge Ure e Bob Geldof que conseguiram convocar gente do naipe de Bono Vox, David Bowie, Sting, Phil Collins, Boy George, o povo do Duran Duran e toda uma constelação de estrelas que ainda dão o que falar, 26 anos depois.
A mensagem desse single não podia ser mais atual: “feed the world, let them know it’s christmas time” (alimente o mundo, deixe-os saber que é tempo do Natal).
E graças a essa iniciativa vieram depois os projetos Live Aid, USA for Africa (que lançou a famosa “We Are The World”) e muitas outras mobilizações positivas que unem o mundo do pop/rock.
Após quase 3 décadas estreia nos cinemas a continuação do filme Tron, agora no capitulo O Legado. Assistí esta semana à pré-estreia e é claro que recomendo a todos que, como eu, ama a ficção científica.
E se você gosta também de música eletrônica e já está ligado sobre este filme, deve saber que a trilha foi toda composta pela dupla Daft Punk, o que eu achei um verdadeiro gol de placa do diretor do filme.
O que achei da volta da saga? O roteiro me lembrou algo tão empolgante quanto Avatar, ou seja, regular para fraco. Basicamente é a saga do herói revisitada pela enésima vez, lembrando que é a Disney quem está por trás da produção, o que significa que iam ficar em terreno seguro sem muitas ousadias nessa parte. Mas para por aí.
No quesito visual, o mundo virtual é de encher os olhos, sobretudo se você assistir em 3D. Se estiver em Curitiba ou São Paulo as salas Imax são obrigatórias ao cinéfilo purista (eu). Mas o que realmente salta aos olhos, ou melhor, aos ouvidos é a trilha soberba dos literalmente mascarados Daft Punk, que se permitem até fazer uma ponta no filme como… DJs! Outro fato a destacar é que todas as músicas e sons incidentais foram compostos à medida que o filme foi rodado, então imagina a sincronia…
Pra dar um gostinho, fica aí a tema principal do filme, que esta semana entrou junto com o álbum da trilha direto entre os 10 mais vendidos da Billboard americana. Os Daft Punk devem estar bem felizes afinal, é a melhor colocação deles no maior mercado consumidor de música do planeta.
Os nomes dos projetos da italo disco nos anos 80 são ótimos. A maioria remetia à tecnologia, espaço ou romance mesmo. Adicione a isso muito d.r.a.m.a. É o caso deste “Planeta Distante” de “Os Viajantes”.
Ouví ela num set do Aeroplane desde o ano passado e foi crescendo a cada audição a ponto de virar minha trilha dos últimos dias. O mais interessante é ser mais um caso daquelas músicas que não chegaram até nós aqui do lado debaixo do Equador na época do seu lançamento.