Uma das minhas faixas preferidas do final dos anos 1990, “In my sky” é algo entre o house e tech-house, depende de quem ouve na verdade. Com bpm, acelerada dá pra perceber como a música desacelerou nos últimos anos.
Originalmente feita por Asad Rizvi e Charlie Inman (os tais “cabeças-de-maçã), este remix do Killeloop (projeto de Layo Paskin e Mr. C) foi o que tocou na maior parte dos sets de house underground e tech-house na época. Saiu pelo selo Reverberations em 1998.
Criado pelo lendário produtor detrotiano Mike Banks (lider do mais lendário ainda Underground Resistence), esse single é um dos pontos altos do techno na década de 90 e, quem sabe, uma das melhores músicas saídas da Motor City.
Incrível como após 17 anos de lançada essa música não tenha perdido a contemporaneidade, atual até a última linha de sax. A prova definitiva que o techno também saiu do jazz.
Quem foi mesmo que disse que o techno (ou música eletrônica) é uma música fria e sem alma?
E foi sucesso total a festa La Vie En Rose no sábado passado. As organizadoras da festa Anna Andrade Silva, Tatiany Vendrame e Ingrid Trehin mandaram muitíssimo bem já neste primeira edição enchendo as dependências do Espaço DJ no Batel em Curitiba.
Quero orgulhosamente anunciar a nova festa na qual serei o DJ residente: La Vie En Rose.
Com um repertório baseado em sons dançantes tanto do eletrônico, do rock e da fusão atual destes dois gêneros, esse é o clima que queremos festejar na nova festa La Vie En Rose.
Sem ficar preso a rótulos entre o que seja pop ou underground, novo ou clássico, o que importa é manter a pista num clima empolgante levando a todos numa viagem sonora noite afora.
O pessoal do blog/projeto 7 Primaveras me pediu para criar um set baseado na pergunta “o que é primavera”. Como gosto desse desafios, fiz um set completamente diferente dos que já fiz até hoje, dentro do meu gosto pela música ambient e cheia de texturas.
Além disso chamaram um artista plástico Fábio Alves para dar o seu ponto de vista sobre o tema, que reproduzo neste post.
O resultado é este set pra ouvir com os pés pra cima, contando nuvens…
No sábado de 16/10 toquei na festa semanal Posh na Rua Augusta em São Paulo. A pistinha do lugar é muito fervida e o público é extremamente aberto quanto ao tipo de música, o que sempre me deixa à vontade para tocar o que quiser.
Era a comemoração do aniversário do promoter da festa Tiago Santos e como sempre a noite teve a dancefloor lotada a noite inteira. Se você passar por SP, vá por mim: a Posh! no Bar do Netão no baixo Augusta é um dos lugares mais legais pra se estar no sábado à noite.
E o resultado da noite está aí, espero que gostem.
UPDATE: sairam as fotos da noite no perfil da Posh! no Facebook.
Sabe esse aparelhinho ali em cima? Ele tem esse som:
Pois ele foi um dos maiores responsáveis por muito da cara que a música eletrônica tem hoje. Extrapolando a revolução que essa maquininha da Roland fez, dá pra dizer que ela foi responsável até pelo nascimento das raves. Exagero? Explico.
Se não fosse a Roland não teríamos a TB-303, nem as drum machines TR-606, 707, 808 e 909. Sem elas não teríamos a house music, muito menos a acid house. Sem a acid housenão teríamos as acid parties que vieram se tornar as raves. Sem as raves não teríamos um grande público indo às festas, consumindo discos, revistas, festivais, clubes… Provavelmente a revolução eletrônica teria outra cara. Ou não.
Bem, tudo isso é um exercício de arqueologia/futurologia só pra introduzir este mini-documentário dividido em duas partes de 10min. contando a historinha, evolução e influência final das TBs na música em geral. Uma pena não ser legendado em português, mas só pelas imagens dá pra ter uma ideia do que eles dizem…
E a propósito, o título do post foi tirado de uma música do Fatboy Slim, que de bobo não tem nada.
Descoberto no Dexixer, blog duns produtores aí (Dudu Marote, Ilan Kriger…)
Relembrando hoje com um amigo que não conheceu as sonoridades tanto do industrial ou da EBM (eletronic body music) do final dos 80, posto aqui duas faixas matadoras dessa fase. Ambas músicas são de bandas do Canadá, eletrônicas, violentas e que acabaram paviementando o caminho para artistas como Ministry, Nine Inch Nails e Marilyn Manson.
A primeira é o Skinny Puppy (traduzindo, cãozinho magricela) dos insanos Cevin Key e Nivek Ogre (que nome era esse…) e que cheguei a tocar nas pistas, para o susto dos dancers da época.
O segundo single que destaco é do Front Line Assembly “Mindphaser” com produção visual fantástica pra época e que foi tirado de um filme chamado “Gunhead”, uma produção de ficção científica muito pouco divulgada (a própria banda admite que as melhores imagens estão neste clip e que o filme em sí é uma catástrofe). Olhando melhor agora, a estética das imagens devem ter inspirado Matrix anos depois…
É crianças… os anos 80 eram um lugar escuro, esfumaçado e muito, muito divertido.
O Junkie XL é o holandês Tom Holkenborg, uma figura singular na música eletrônica. Desde 1995 vem produzindo música da melhor qualidade e desde sempre recusa-se a limitar sua música a algum estilo específico. Não a toa XL quer dizer Xpanding Limits. Já remixou meio mundo, tocou como DJ num monte de lugar e já se dedicou até a trilhas de games.
Este Fairlight EP só vem a confirmar que ele não perde o ritmo do tempo, lançando dois petardos certeiros. A primeira música é esta nu disco épica, quase sinfônica em alguns momentos. Pedrada.
http://www.youtube.com/watch?v=rEiFoaxDLoA
A outra faixa é esta que tem imagens do seriado Miami Vice, aqui com uma pegada mais rock que é a cara e o clima das produções desse gênio musical da Holanda. Baixa bpm, oitentista e apoteótica.