E neste dia 06 de setembro, véspera de feriado, toco no Warung na pista Garden dentro do projeto Robotika ao lado da também residente do projeto, Aninha. Esse dia deve ser bem legal pois no headline temos Richie Hawtin, que pra mim é um dos melhores DJs da história da eletrônica. Vanguardista, experimental e ao mesmo tempo muito dançante. Certa vez um amigo com ótimo senso de observação resumiu bem a arte musical do inglês: ele tem a essência”.
De volta, após ausência de dias! Semana passada dei duas entrevistas para programas de TV em canais fechados. Esta que posto agora foi para o programa Ciclorama, que vai ao ar em Curitiba nas segundas-feiras na CWBTV nos canais 05 da NET e 72 da TVA.
Não sei nem explicar direito porque gosto tanto dos Muppets. Deve ser principalmente pela ligação com a minha infância, quando ria muito na frente da TV vendo os programas deles no sábado à tarde. A combinação da linguagem de cartoon com bonecos, o humor completamente anárquico e nonsense (meu tipo de humor, aliás), as coisas desabando do teto do nada, a Pig tendo chiliques, tudo isso ficaram marcados para sempre na minha memória.
Hoje no Facebook, por acaso alguém mandou um link dos Muppets fazendo uma versão de “Bohemian Rhapsody” do Queen e não resisti de juntar alguns vídeos sensacionais que já assisti deles. Vai então o tal link com a versão muito particular com a obra prima do Queen.
E tem este vídeo da banda de novaiorquina de nu disco Escort estrelada exclusivamente por eles, um grande feito aliás, uma vez que não lembro do autor dos Muppets fazer esse tipo de concessão a outro grupo musical.
E pra fechar, tem este capítulo hilário do improvável encontro dos bonecos malucos com os robôs insanos e Luke Skywalker de Star Wars. Um clássico (pena não ter legendas em português).
E tem ainda um hilário teste pra fazer o Yoda…
Post dedicado a Leo Wandresen e Adri Amaral (you crazy geeks).
A festa Robotika, na qual sou residente junto com a DJ Aninha, teve sua volta no dia 16/07/10, uma sexta-feira com o típico frio curitibano, o que não impediu que boa parte do nosso público desse as caras e fervesse ao som dos convidados paulistas do afterhour Paradise no D-Edge Mauro Farina e Rafael Rosa. As fotos você pode conferir no blog da Robotika.
Aproveitamos a volta pra gravarmos os sets e o meu tem algumas músicas de house/tech house de ontem e de hoje que eu curto muito ouvir e tocar. Espero que gostem também!
Vivemos num momento único na História, disso não tenho dúvidas. Focando mais especificamente na cultura e na música, o que faz deste momento ser único é o fato de que uma (pequena) parcela de gente está garimpando muita coisa boa que foi lançada 20, 30 anos atrás e está (re)descobrindo gemas esquecidas da música que no seu tempo não foram reconhecidas como peças únicas, genuínas ou belas. E o melhor de tudo: continuam atuais.
É o caso da música que recomendo hoje. A semana passada viciei nela uma vez que ouvi no primeiro set do The Magician (o Stephan, uma das metades que saiu do Aeroplane), achando que fosse algum lançamento recente. Pesquisando cheguei na fonte e descobri que a música é de 1985 (!). Se tem coisa que eu gosto de fazer é ouvir um set de DJs de bom gosto e que ao mesmo tempo correm riscos. O The Magician, como nos ótimos sets do Aeroplane, continua a linhagem dos bons e desacelerados grooves.
A Alba é uma dessas cantoras-de-um-hit-só que assolam a música, e pelo que pude descobrir pesquisando por aí, antes de trilhar brevemente a carreira de cantora, era uma figura da moda italiana, atriz e depois se tornou apresentadora de TV. O vídeo abaixo é uma edição estendida (e melhor) do single original e transcrevi a letra que fala de grooves, música nova e de que “só a música pode nos salvar”. Um poema para os ouvidos de um DJ.
You can listen to this groove
It’s for you
I’ll be free for only you
Just for you
Yes my voice is coming near
Near to you
Lovely music in your ear
Just for you
Listen to this new song in your life
You can dance and romance in your home
Fly my sound everywhere you can see
Only music can save you and me
I will make you dream again
Just for you
I can get into your brain
Once again
Only music survives
Only music survives
I can play music where you wanna be
So the sunshine will rise in your heart
E é com muito prazer que nesta sexta (16/07) voltamos com a festa Robotika no reinaugurado espaço luxuoso do Club Vibe. Essa festa vem acontecendo desde 2005 é a minha residência mensal num dos melhores espaços que a cidade já teve e continua tendo. Aguardamos quase dois anos para voltarmos animados no mesmo lugar que nos consagrou e valeu a pena, a Vibe está maior, mais confortável e com uma iluminação surreal.
Ali, eu e DJ Aninha temos total liberdade para tocarmos o que nos vem à imaginação, então já imaginou a mistura de house, techno e disco desde seus climais mais fortes a climas minimalista, com ou sem vocal, com ou sem melodia, mas nunca entediante.
Para esta primeira edição entramos em conexão com o after-hours Paradise do conceituadíssimo Clube D-Edge de São Paulo: os DJs convidados são Mauro Farina e Rafael Rosa, residentes das madrugadas e manhãs de domingo do clube paulistano. Como podem ver, DJs e música boa não vai faltar.
Daí lembrei deste single do tal do Ivan que eu não tinha ouvido falar até uns 3 anos atrás (e que não entrou no post do Camilo). Considerado um ítalo-disco feito na Espanha, “Fotonovela” é super bem produzida (e tem um clip que lembra o vídeo de “Don’t You Forget About Me” do Simple Minds). Essa música de Ivan vendeu mais de 6 milhões de cópias mundo afora, tendo sido um sucesso não só na Europa mas na América Latina espanhola também. Depois de ter se tornado um cantor pop muito conhecido na Espanha ele se mudou pra Austrália, Miami e atualmente mora em Los Angeles.
Em 1984, só pra lembrar, no Brasil já tínhamos Blitz, Gang 90, Ultraje a Rigor, Titãs, Paralamas e Barão Vermelho dando as caras no rock nacional. E o RPM e Legião Urbana ainda estavam gravando seu primeiro álbum.
Esse produtor e DJ foi o responsável pelo primeiro contato entre as cenas de Amsterdã e Detroit (via Kevin Saunderson). E não era à toa: seu techno de poucos elementos e sofisticação melódica tinha tudo a ver com a capital do techno no comeco dos anos 1990. Uma das músicas que bem exemplifica essa consistência é “Play It Loud” do projeto Baruka de 1994, um dos inúmeros aliases que Voorn assumiu na sua longa discografia.
Como no post anterior, continuo com o assunto Holanda, e ainda sobre o DJ e produtor Steve Rachmad, um dos meus preferidos de Amsterdã.
Ignacio é outra persona de Rachmad e o single que representou bem seu som é justamente este primeiro que lançou o projeto. Com bpms lá em cima é a cara do techno da época: minimal e acelerado. Ao mesmo tempo com um senso melódico que quebra um pouco o fato da música ter poucos elementos e ser tão repetitiva. Coisa de mestre.