Sensacional esse vídeo que o meu amigo Xisto Lopes enviou. O Reactable é uma mesa altamente tecnológica que inventaram na Universitat Pompeu Fabra de Barcelona e vem dando o que falar desde 2007 (!), quando sairam vários vídeos explicando o que seria essa nova proposta de fazer música.
Agora a coisa está realmente tomando forma – neste vídeo dá pra visualizar mais os recursos e as possibilidades que a mesa vai trazer. Ainda não lançaram comercialmente e já está até demorando, na minha humilde opinião. #demorôaê
Depois dessa , até voltei a achar alguma graça no trance.
Essa faixa lançada em alemães do Der Dritte Raum tocou em 1999/2000 neste lado do hemisfério. Lembro que uma das primeiras vezes que ouví a track foi num set do (ultra eclético) Laurent Garnier via internet discada (alta era paleozóica da rede) e o arranjo do sequenciador, a quase ausência da caixa (ou snare como dizem meus amigos produtores fanáticos), o bumbo e baixo gordos gritavam nos meus ouvidos.
O quê era isso afinal? Trance? Prog house? Techno melódico? Tudo isso misturado. E os DJs não deixaram de comprovar essa teoria, tocando-a tanto pra dar uma esfriada num set de techno mais nervoso, como pra dar um ar mais viajante num set de house voltado para vocais. Fosse onde fosse a música não passou desapercebida. Não demorou muito e Hale Bopp se tornou um clássico instantâneo da então nova cena das raves brazucas, que já entravam de cabeça na vertente psy trance.
Fosse o que fosse, até hoje observo como algumas pessoas comentam quando ela é tocada em algum set 11 anos depois de ter sido lançada. Um belo exemplo de uma música que foi tocada tanto por DJs de house, techno, trance ou psy e que ainda rende muitos passos nas pistas mundo afora. Bem que podiam sair mais músicas que unificassem a nação eletrônica. Você lembra de alguma que foi ou é (quase) unanimidade?