Cláudia Assef não para nunca. Depois de ter lançado o único livro brasileiro contando a História dos nossos DJs, ela mesma tocar e organizar festa mensal, escrever pra um monte de revistas de música e manter um blog, agora tem um programa onde fala da febre de DJ que assola o mundo.
Tira um tempo aí e assista as ótimas matérias que ela postou até agora no Todo Mundo é DJ. Tem entrevistas com Clemente Napolita (quem?), Cris Miller (a inacreditável DJ que toca numa casa de swing fazendo topless) e o já clássico DJ Marky. Recomendo e muito.
O DJ inglês Jonty Skruff está sempre no Brasil, tem vários amigos em São Paulo onde toca com certa regularidade. Certa vez já tocamos juntos na Robótika no Club Vibe lá por 2007. Apaixonado por música, Jonty é também correspondente do Rraurl no Reino Unido e tem um blog legal onde sempre escreve o que está acontecendo pelo mundo da eletrônica.
Há uma semana ele colocou uma enquete das 50 faixas de música eletrônica mais influentes de todos os tempos e compilo abaixo as 10 primeiras só pra você ter um gostinho de quais foram votadas. A lista completa você vê aqui. Ah, e quem votou? Muita gente legal que entende mesmo do assunto como Danny Howells, Dave Clarke, Pedro Winter e Dusty Kid. Aqui do Brasil votaram Camilo Rocha e Allisson Gothz.
O que eu achei da lista toda? Nunca estive tão de acordo com tanta coisa boa reunida.
1 New Order: Blue Monday
2: Donna Summer – I Feel Love
3: Afrika BamBaataa & The Soulsonic Force – Planet Rock
Não sou muito fã e nem um bom conhecedor do drum’n'bass atual, mas esse clip do Icicle (também conhecido como Jeroen Snik), que está pra lançar álbum novo por esses dias, me chamou atenção.
Uma das bandas que tiveram grande responsabilidade por levar o rock pras pistas de dança eletrônica vem ao Brasil tocar o seu melhor álbum, quem sabe um dos melhores discos já gravados, o Screamadelica. Será no dia 29 de maio em São Paulo e 5 de junho no Rio, segundo o site da Rolling Stone. Quando esse disco saiu em 1991, ou seja, 20 anos atrás, veio acompanhando uma leva de ótimas bandas classificadas como indie dance, tais como Stone Roses, The Charlatans, Happy Mondays, Soup Dragons e até um certo Blur em começo de carreira, todas elas britânicas.
Screamadelica só não é o meu álbum favorito dessa leva pois perde pro disco de estreia de Stone Roses que foi lançado um ano antes, porém sem a presença dos beats eletrônicos nos quais o Primal Scream se jogou, graças à mão de produtores como Paul Oakenfold (sim, o DJ que hoje toca coisas mega comerciais), Alex Patterson (do The Orb) e Andrew Weatherall (do Sabres of Paradise). Será esse álbum que a banda vai tocar ao vivo do começo ao fim, seguindo tendência atual de bandas de rock fazerem turnês tocando seus álbuns clássicos ao vivo.
Deixo abaixo uma das músicas mais enigmáticas, gostosas e jogadas já produzidas na fusão eletrônica/rock.
Vale ouvir também esta, com seu coral gospel de derreter qualquer calota polar.
Aproveitando o feriadão de Carnaval que se aproxima, recomendo este documentário a todos os que, assim como eu, adoram o som dos anos 80.
Trata-se de um programa rodado na BBC que rastreia as origens do synthpop, desde as influências dos primeiros sons sintetizados feitos por Walter/Wendy Carlos pra trilha sonora de Laranja Mecânica (no final dos anos 60), passa pela revelação do primeiro show do Kraftwerk em Liverpool nos anos 70 a até as grandes bandas do gênero em meados dos anos 80, gente do calibre de Human League, Depeche Mode, OMD, Visage, Yazoo, Ultravox e Pet Shop Boys.
Também acabam citando os pioneiros dos synths como o seminal The Normal/Daniel Miller (fundador do selo Mute), os malucos do Fad Gadget e Throbbing Gristle (tente pronunciar isto…), e é claro o pioneiro Gary Numan.
Praticamente tida como a era de ouro dos sintetizadores, o synthpop dos 80 foi essencial na formação da música pop que está aí hoje. Uma pena eles não citarem os desdobramentos nas novas bandas de agora que tão bem misturam o som do rock com os synths, caso de Hot Chip, The Golden Filter, Cut Copy, Miami Horror e a pouco conhecida Sally Shapiro.
São aproximandamente 1h30m de muita informação com uma legenda amiga em espanhol (ah vai, não é tão difícil de entender…). E corre pra assistir (ou baixe pra ver depois) pois o Vimeo já apagou noutra ocasião esse mesmo programa legendado.