Dj Raul Aguilera

2010 outubro

Arquivo: outubro 2010

28.10.2010

Novo set: POSH@Bar do Netão (R. Augusta-São Paulo)

No sábado  de 16/10 toquei na festa semanal Posh na Rua Augusta em São Paulo. A pistinha do lugar é muito fervida e o público é extremamente aberto quanto ao tipo de música, o que sempre me deixa à vontade para tocar o que quiser.

Era a comemoração do aniversário do promoter da festa Tiago Santos e como sempre a noite teve a dancefloor lotada a noite inteira. Se você passar por SP, vá por mim:  a Posh! no Bar do Netão no baixo Augusta é um dos lugares mais legais pra se estar no sábado à noite.

E o resultado da noite está aí, espero que gostem.

UPDATE: sairam as fotos da noite no perfil da Posh! no Facebook.

Raul Aguilera @ PoSH! 16.10.10 by PoSH!

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28.10.2010

Todo mundo ama o ácido: uma breve história da TB-303

Sabe esse aparelhinho ali em cima? Ele tem esse som:

Pois ele foi um dos maiores responsáveis por muito da cara que a música eletrônica tem hoje. Extrapolando a revolução que essa maquininha da Roland fez, dá pra dizer que ela foi responsável até pelo nascimento das raves. Exagero? Explico.

Se não fosse a Roland não teríamos a TB-303, nem as drum machines TR-606, 707, 808 e 909. Sem elas não teríamos a house music, muito menos a acid house. Sem a acid house não teríamos as acid parties que vieram se tornar as raves. Sem as raves não teríamos um grande público indo às festas, consumindo discos, revistas, festivais, clubes… Provavelmente a revolução eletrônica teria outra cara. Ou não.

Bem, tudo isso é um exercício de arqueologia/futurologia só pra introduzir este mini-documentário dividido em duas partes de 10min. contando a historinha, evolução e influência final das TBs na música em geral. Uma pena não ser legendado em português, mas só pelas imagens dá pra ter uma ideia do que eles dizem…

E a propósito, o título do post foi tirado de uma música do Fatboy Slim, que de bobo não tem nada. :)

Descoberto no Dexixer, blog duns produtores aí (Dudu Marote, Ilan Kriger…)

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26.10.2010

A violência eletrônica dos 80

Front Line Assembly, ontem

Front Line Assembly, ontem

Relembrando hoje com um amigo que não conheceu as sonoridades tanto do industrial ou da EBM (eletronic body music) do final dos 80, posto aqui duas faixas matadoras dessa fase. Ambas músicas são de bandas do Canadá, eletrônicas, violentas e que acabaram paviementando o caminho para artistas como Ministry, Nine Inch Nails e Marilyn Manson.

A primeira é o Skinny Puppy (traduzindo, cãozinho magricela) dos insanos Cevin Key e Nivek Ogre  (que nome era esse…) e que cheguei a tocar nas pistas, para o susto dos dancers da época.

O segundo single que destaco é do Front Line Assembly “Mindphaser” com produção visual fantástica pra época e que foi tirado de um filme chamado “Gunhead”, uma produção de ficção científica muito pouco divulgada (a própria banda admite que as melhores imagens estão neste clip e que o filme em sí é uma catástrofe). Olhando melhor agora, a estética das imagens devem ter inspirado Matrix anos depois…

É crianças… os anos 80 eram um lugar escuro, esfumaçado e muito, muito divertido.

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24.10.2010

Music Monday: Junkie XL “Fairlight EP”

O Junkie XL é o holandês Tom Holkenborg, uma figura singular na música eletrônica. Desde 1995 vem produzindo música da melhor qualidade e desde sempre recusa-se a limitar sua música a algum estilo específico. Não a toa XL quer dizer Xpanding Limits. Já remixou meio mundo, tocou como DJ num monte de lugar e já se dedicou até a trilhas de games.

Este Fairlight EP só vem a confirmar que ele não perde o ritmo do tempo, lançando dois petardos certeiros. A primeira música é esta  nu disco épica, quase sinfônica em alguns momentos. Pedrada.


http://www.youtube.com/watch?v=rEiFoaxDLoA

A outra faixa é esta que tem imagens do seriado Miami Vice, aqui com uma pegada mais rock que é a cara e o clima das produções desse gênio musical da Holanda. Baixa bpm, oitentista e apoteótica.


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17.10.2010

A música da abertura da Yellow: Erasure “You Surround Me”

Existem certos momentos que ficam marcados na nossa mente de forma indelével: as emoções causadas por uma bela música ouvida num momento crucial da sua vida, por exemplo. Essa música do Erasure é um single que pode não ter tanto peso na longa discografia da dupla mas para uma parcela de frequentadores do clube Yellow em Maringá (PR) no começo de 1990 (e eu era um deles) ela tem um significado especial.

Numa época em que a house music era A novidade na noite e chegava com toda a sua força, clubes e danceterias se espalhavam pelo Brasil tocando seus beats eufóricos, diferente do pop e do rock pós-punk dos 80 que até então dominavam os dancefloors. Em Maringá, os habitués da Yellow esperavam ansiosamente o fim de semana, principalmente na matinê do domingo, para vermos descer do teto um sistema de luz exclusivo do boate (o tal do Órion) e que nos hipnotizava junto com esta track do Erasure numa combinação infalível que nos causava arrepios: esse era o momento de abertura da pista e sinalizava horas de felicidade sob as luzes e o sound system perfeitos do lugar.

Vale lembrar que o Erasure já era dono de hitaços como “A Little Respect”, “Blue Savannah” e “Stop!”.  E que esta versão no video abaixo não corresponde à original estendida que tocava na Yellow, mas vale para refrescar a memória de todos aqueles sortudos que estiveram lá e estão por aí pra contar as inúmeras histórias desse clube histórico do Paraná.

Este post é uma homenagem ao Yves, saudoso DJ e proprietário da Yellow.

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13.10.2010

Nova residência: SexTake

E é com grande expectativa que venho divulgar a nova noite SEXTAKE na qual eu, Raul Aguilera, serei o residente todas as sextas-feiras junto com Joel Guglielmini, uma das boas revelações nas cabines de DJs na noite curitibana. Juntos faremos uma viagem que irá do house à nu disco, do maximal aos clássicos das pistas e tudo o que mais nos permitir a inspiração.

O novíssimo trio de promoters Lili Brainta, Cacá BraintaMarcos Welder são os organizadores da noite os quais devem fazer um bom barulho, animação é o que não lhes falta.

Espero a todos lá!

SEXTAKE – 15/10/10 (sexta) – 22hs

Performances:
Lady Gaga Cover (Kika Ortiz / SP)

DJs residentes:
Raul Aguilera (Robotika)
Joel Guglielmini (Vive La Musique)

Organização:
Lili Brainta
Caca Brainta
Marcos Welder

Fotos: Ledux Cwb

INFOLINE:
(41) 9139 4793 / 9659 8387 / 9699 8198

Entrada:
Lista limitada – R$ 10 ( sextakeparty@gmail.com )
C/flyer – R$ 15
S/flyer – R$ 20

Apoio:
Nu Jazz Produções, Hotel Villagio, Ledux, Vive La Musique, Brechó Trinca Z e Centro Europeu/AIMEC.

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13.10.2010

Uma realidade assustadora

Impossível nos dias atuais não falar de Tropa de Elite 2. Assisti ontem ao filme após dois dias de tentativas frustradas graças às filas épicas nos cinemas. Nunca tinha visto um filme nacional mobilizar tanta gente nas bilheterias. Alguns fatos a comentar então:

- Dá um tremendo orgulho ver a que patamar o cinema nacional está chegando ao ver produções como essa. São divisas geradas aqui que ficam por aqui mesmo, ou seja, é dinheiro que vai gerar mais filmes, empregos e mais dinheiro, lógico. A produção e  fotografia do filme estão impecáveis, assim como o roteiro que é complexo mas muito bem amarrado. Por ter uma trama mais intricada e menos tiroteios achei melhor ainda que a primeira edição com o Capitão, agora Coronel Nascimento. O que não quer dizer que não seja menos violento.

- Não demora nada para a história prender a atenção, a  tensão se instala já no primeiro minuto e não vai embora até subirem os créditos. E também uma estranha sensação claustrofóbica que poucos filmes conseguem ter, espera-se o pior o tempo inteiro, sensação que fica muito pior quando termina o filme: a realidade do mundo-cão que não vemos, mas que está debaixo do nariz de todos é retratada sem retoques. Um soco no estômago.

- Desde já está entre os melhores que já ví feitos no Brasil. Vai pro trono junto com Central do Brasil, Cidade de Deus e o primeiro Tropa de Elite.

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07.10.2010

New music: Yelle “La Musique”

Muito legal esse vídeo novo da francesa Yelle. Além da música ser fervida, a mensagem nas imagens tem muito a cara de nossa época: celebridades, clima enlouquecido e cores, muitas cores.

Dica luxuosa da @antionassis

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06.10.2010

Disco Obscura: Harry Thumann “Sphinx” (1982)

Alguns artistas têm um momento de total iluminação quando fazem determinadas tracks e nem eles mesmo imaginam a atemporalidade de suas obras. Este é o caso da pérola “Sphinx”, uma space disco embalada deliciosamente com um vocoder do além, escondida no álbum “Andromeda” do produtor alemão Harry Thumann, totalmente desconhecido pra mim. Pelo que pude entender numa rápida pesquisa, ele era considerado uma espécie de guru eletrônico da disco music germânica, tendo produzido álbuns de outros artistas do gênero.

Descobri esse clássico tempos atrás numa coletânea da série “Back To Mine” organizada pelo Royksopp, onde fazem um apanhado de suas faixas prediletas em momentos caseiros evidenciando suas ótimas e exóticas influências musicais. Ouvindo “Sphinx” dá pra entender de onde os escandinavos tiram sua inspiração…

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