A gente vê que um grupo tem futuro quando eles lançam uma série de singles bons e na sequência vem com vídeos melhores ainda. Um dos meus projetos prediletos do novo synthpop são esses australianos, que despontaram ano passado com o single “Sometimes”. O primeiro lançamento é de 2008, o Bravado EP.
Agora eles vem com “Echoplex” que tem um imagens caprichadas, enriquecendo mais a videografia da banda. Pra quem gosta de Monarchy, Empire Of The Sun e Hurts.
Lançaram agora em agosto o primeiro álbum Illumination, ao qual quero voltar a falar em breve. Altamente recomendável a ouvidos abertos ao novo.
Essa faixa do estranho grupo alemão Methusalem já vem circulando há um tempo pelos blogs e até em alguns sets. Sei muito pouco sobre a banda: que lançaram um só álbum (“Journey into The Unknown”), que eram alemães lançados pela Ariola, alguns os encaixavam sob o rótulo de krautrock, outros dizem que era disco music.
Seu único álbum saiu no Brasil via BMG Ariola (alguém já viu em algum sebo? Me avisem, por favor). E na Alemanha o mesmo tracklist do disco foi lançado como sendo do grupo Empire sob o nome de “First Album”. Vai entender…
Essa faixa também teve boa aceitação na cena da ítalo disco nos 80. Com uma letra bizarra e ininteligível a gente se pergunta: em que língua afinal estavam cantando? Em tempos de YouTube, colocou-se uma “legenda” na música. Claro que o resultado ficou sem pé nem cabeça. E divertido.
Sou total fã de documentários dos mais variados assuntos, desde científicos a biográficos. E como não seria diferente, gosto mais ainda quando o assunto é música. Se for de música eletrônica, então… E se esse doc cobre praticamente uma fase que lembra quando você começou a sair na noite e se tornou um DJ? Esse é o caso de They Call It Acid.
Enquanto que aqui no Brasil de 1989 a 1991 recebíamos poucas infos sobre a acid house na Inglaterra, via algumas poucas linhas dedicadas ao assunto na revista Bizz (a coluna do Camilo Rocha Dance Music era um dos poucos lugares que se prestavam bem a isso), tinha também a nascente revista DJ Sound e uma ou outra linha na Folha de São Paulo.
Já sabia que o bicho tava pegando na Inglaterra, com a música eletrônica e as raves explodindo por todo o país e tomando conta das paradas. Mas não imaginava que com essa nova manifestação, até contracultural, a polícia e os governos “caretas” pós-Margaret Tatcher estavam descendo a repressão em cima das primeiras acid house parties. Isso tinha muito a ver com a chegada de uma certa pastilha que faziam as pessoas dançarem e “se amarem” a noite toda, fazendo-as esquecerem as inibições e quererem atravessar as manhãs fazendo festa. É claro que a população conservadora do país não ia ver esses “novos punks” vestidos de tye dye com bons olhos…
O diretor Gordon Mason de They Call It Acid foi DJ nesse começo do circuito das raves inglesas filmou tudo e guardou de forma que agora vamos poder ver imagens inéditas de como aconteceu todo esse movimento que acabou desembocando numa cultura e way of life que tomou conta do mundo nos últimos 20 anos. A narração ficou por conta de Robert Owens, cantor que fez fama na fase inicial da house music e a trilha foi feita por Eddie Evil Richards, DJ de primeira hora dessa cena e depois um dos criadores e divulgadores do sub estilo tech house.
No momento ainda não há previsão de lançamento, mas assim que houver novidades eu posto aqui.
Os blogs Beta Bass e Factóide também escreveram sobre o assunto antes.
Definitivamente a primeira metade dos anos 1990 foram uma época muito prolífica. Esta música foi lançada exatamente num momento em que a house, o techno e o recem-nascido trance estavam lançando pencas de produções inovadoras (volto ao assunto na sequência).
“I Can’t Stop” sempre me intrigou pelo fato de ser algo indefinível: um autêntico crossover entre aqueles três estilos (house-techno-trance). Os graves poderosos, o baixo que remetem a “Show Me Love” da Robin S (hit-onipresente em 1993), o tecladinho Hammond (que lembram “Plastic Dreams” de Jaydee) são os trunfos dessa track, além da percussão se tornar totalmente tribal em alguns momentos. Uma salada sonora feliz. E um clássico underground.
E o meu projeto preferido atualmente, o Aeroplane, está lançando o álbum We Can’t Fly. Este clip saiu recentemente e já dá uma prévia do clima desse aguardadíssimo disco.
E no começo desta semana toquei na pista Garden do Warung Beach Club junto com a Aninha, também residente do projeto Robotika. Só posso dizer que a noite foi uma das que mais me diverti neste ano, pois além de tocar curti a noite com muitos amigos e também na pista principal ao som de um dos meus DJs-hero, o Richie Hawtin.