E neste sábado toco na animada festa organizada pelos DJs Joel Guglielmini e André Nego, com auxílio luxuoso do Edu Freneda (do blog Ledux). Muito feliz de estar com eles no line-up, além dos amigos Doova (do blog Disco Punk) e Débora Mello da galeria Lúdica. A Vive La Musique vai ser no bar Era Só O Que Faltava.
Hoje estarei em Brasília e me apresento no Teatro Dulcina às 19h no Encontro Internacional de DJs em Brasília, onde vou dar uma palestra sobre a profissão dos DJs baseado nesses 20 anos de noite eletrônica. Além de mim vão falar nos 4 dias de evento gente que tá aí trabalhando há tanto tempo quanto eu (ou mais, se duvidar) como os DJs Patife e Conrado (de Santa Catarina).
Além de nós DJs, as experientes DJanes Dahram (de Brasília), Analy Rosa e Angel (ambas de Curitiba, como eu) vão palestrar também. Ao mesmo tempo que me sinto bastante honrado com o convite, também sinto uma responsabilidade de falar a uma platéia totalmente nova e diferente aqui do Sul, com os quais estou mais habituado até pela profissão de professor de DJs que venho exercendo há 6 anos. Vai ser, no mínimo, interessante.
Além das palestras com mais DJs, tem ainda programação paralela rolando, é só ver lá no site do evento.
Se estiver na área, vai lá, que a entrada é franca e o evento é único.
Escreví um artigo pra House Mag dando uma mapeada no renascimento do synthpop de uns anos pra cá, tipo um guia (bem) básico pra quem não se deu conta ainda…
Uma das novas e melhores bandas são os ingleses do Delphic que surgiram ano passado e agora estão aí com o seu primeiro álbum Acolyte como um dos melhores do ano desde já. Taí uma das melhores músicas que o New Order (fase Get Ready) nunca fez.
Gosto muito desse novo rock misturado ao eletrônico que tem sido feito nos últimos tempos, chame como quiser: synthpop, synthrock, indie electro, indietronica ou nu synthpop. Como pode ver, adoro um rótulo/tag. O que nos leva a este vídeo que assistí dias atrás com uma apresentação do The Killers no MTV Europe Video Awards tocando “Human”. Uma bela solução em termos de formato de palco.
A questão é que esse formato nem é novidade. O DJ francês Ettyene de Crécy já tinha feito algo parecido em 2008. De qualquer forma as duas apresentações tem projeções bacanas e o resultado é emocionante. Compare:
UPDATE: O DJ Mauricião me twittou esse vídeo da ótima “Resistance” do Muse que também usou cubos e quadrados com outros tipos de projeção. Valeu!
Um clássico da space disco essa música do The Droids que descobrí há poucos anos também nessa jornada de arqueologia musical forte que tem rolado nesta década.
Esse projeto foi ideia do francês Fabrice Cuitade que em 1977, após assistir Star Wars, compôs esse clássico obscuro de sabor ítalo-disco. O video da música é uma atração à parte uma vez que (aparentemente) foi gravado num programa de auditório de tv. Dá pra ver a limitação dos recursos da época, com quase nenhum corte de câmeras ou com o efeito de saturação que deixa a imagem prateada.
E esta é a versão re-editada por Serge Santiago em 2008 que foi relançada pelo selo Arcoboleno Records.
Esse vídeo recente já andou rodando nos blogs. Vale dar um destaque nele uma vez que tem tudo a ver com a visualização da música: os componentes rítmicos (bumbo, caixa, chimbal) e melódicos (os sintetizadores) são alternados nas cores das roupas dos componentes. Repare que na imagem principal há 8 pessoas representando as 8 batidas de um compasso.
Pra assistir várias vezes.
E esse vídeo me lembrou outro que o Calvin Harris fez um tempo atrás.
Vi este livro na Livraria Cultura em São Paulo alguns meses atrás e passei mal com a coleção de fotos dos vinis mais incríveis que eu nunca tinha vista na vida. Agora saiu numa matéria no UOL me lembrando que esse livro existe.
Compilado pelo sempre incrível Giorgio Moroder junto com Alessandro Benedett o livro foi editado pela Taschen e no Brasil só tem via importação. Quando você acha que já editaram tudo o que podiam no quesito “livros com listas de objetos/lugares/livros/discos que você devia conhecer”, eles lancam isto, pra devastar com os viciados em vinil (como eu). Já pra lista dos pedidos de aniver ou Natal!
Um dos melhores sets que ouví nesses últimos dias tem essa música excelente no meio. O set no caso é do Aeroplane na comemoração da edição #500 do Essential Mix do Pete Tong ao vivo no Liverpool Circus. De andamento mais lento como era comum nas produções italianas dessa época, “Vampires” é ao mesmo tempo pop, kitsch, energética e tem aquele lado misterioso/cafona que só a ítalo disco consegue. Pra começar o seu fim de semana com um sorriso no rosto, afinal hoje é sexta-feira e vivemos tempos de True Blood e Crepúsculo/Lua Nova.
Post dedicado a minha amiga Jasmine Moreira de PG, que tem historinhas com essa música e que me fez conhecer essa pérola.
No post anterior citei esse projeto que tem nos irmãos ingleses Robin e Simon Lee um dos responsáveis pelas boas produções de nu disco atuais. Eles fazem música desde a década passada sendo que daquela época o single que lhes deu grande visibilidade foi a cinematográfica “In The Trees” (1996) uma house sinfônica como poucas vezes se ouviu antes. Guardo o 12″ que comprei na época como um troféu.
http://www.youtube.com/watch?v=jCyScIB46Og
Com fortes influências de jazz, música latina e até ritmos africanos, nunca pararam de produzir. E foi com as faixas de inspiração disco que eles estão ganhando novo destaque. Em 2008 lançaram o álbum “Stratus Energy” no qual está o single da música homônima que ganhou espaço cativo no meu case.
E seguindo a trilha aberta pela disco animada, em 2009 lançaram “I Wanna Dancer” que possui vocais perfeitos com uma letra ótima, guitarra e baixos funky, sunths com timbres muito bem alternados além de violinos, os quais raramente se ouvem em produções eletrônicas.
Você sabe que uma tendência está ficando grande quando DJs e produtores de um estilo começam a compor músicas nessa tendência. Venho observando isso com a nu disco há alguns anos que até 2007 se resumia a um punhado de produtores da Noruega (Lindstrom, Prins Thomas & cia) e uns gatos pingados pelos EUA (Daniel Wang e In Fragranti) e Reino Unido (Faze Action).
Comendo pelas beiradas o estilo foi cativando mais e mais gente (eu inclusive) e já podem se ver casos como este do tech-prog houser Danny Howells, antenado que é, que fez uma ótima faixa com total sabor disco. E pra fechar o pacote chamou os ótimos produtores do Faze Action pra remixar o que já estava bom. As tracks não são exatamente lançamento mas garanto que passou batido pelo ouvido de muita gente. Então destaco aqui as duas versões uma vez que ambas ficaram ótimas.